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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Nos bastidores de uma sessão fotográfica

Como qualquer sessão fotográfica que se prese, e para que a mesma seja bem sucedida... são necessários a conjugação de certos factores e elementos para que a mesma ocorra. E bem!... Desde o fotógrafo e o seu equipamento fotográfico, passando pelos candidatos à foto. Ou melhor dizendo, modelos simpáticos e colaborantes, ansiosos por estarem no seu melhor e por corresponder a todas as solicitações do profissional, a luz e o cenário onde as fotos ocorrerão.

E depois... há os modelos... que reagem como se fossem a última bolacha do pacote... e se  acham no direito de todas e mais alguma mordomias... birras.... mau génio.

Não estas... fotos...

Estas estão apresentáveis e fazem parte de um pequeno post que podem ler aqui

IMG_20170625_152208.jpgIMG_20170626_151143.jpg

 

Na semana passada recebi o meu exemplar do livro "Viagem ao mundo dos Gatos". 

E como qualquer pseudo-escritora,...cof... cof... o livro tem textos meus, partes de uns que escrevi aqui no blog.... 

... gosta de publicitar aos sete ventos a sua obra. Ups acabei de o fazer... E a melhor maneira que entretanto arranjei de o fazer, foi tirar umas fotos com os meus protagonistas - dos textos, e além do mais, tinha prometido assim o fazer... 

Traduzindo por miúdos, andava "mortinha" para arranjar uma oportunidade para tirar umas fotos aos meus gatos e já agora com o livro! 

Mas não... É escusado pensar que desta vez vai ser diferente...

Ó sorte a minha...

Epá... saíram-me na rifa até que uns modelos perfeitinhos, mas que se distraem com tudo e mais alguma coisa... Que nunca olham directamente para a câmara. Sem flash. Eu só quero uma... uma única e apresentável foto. Nem com um chamariz (brinquedo ou snack) os convenço. Como se assim quisessem saber das minhas boas intenções. É para o lado que dormem melhor.

Já nem penso no cenário. No melhor local de luz... nada. Só quero uma foto capaz.

É assim tão difícil?! É.

Como deve ser bom trabalhar com modelos como os que se vêm por aí fora.... sempre prontos... do tipo... "Bora lá tirar uma foto. Olha para mim aqui nesta posição. Estou tão gira, não estou! E olha agora assim... gostas deste olhar. Vá lá que eu deixo que vás buscar a câmara. Eu fico à espera"...

Não. Não aqui em casa...

Tenho um, o Jaqui que assim que pressente que a máquina está virada para ele, descobre a partícula invisível a olho nu de pó que paira pelo ar... e lá vai uma foto para o galheto... A Bia nem se fala, ainda é pior... A Ritinha, por ser a mais nova, tudo lhe serve de brinquedo e distracção. Restava-me a Nikki, a mais vaidosa e quem sabe a que talvez fosse mais colaborante.

Pois...

E depois, uma pessoa chega a uma dura conclusão.... ao quanto a realidade pode ser enganadora...

Aquilo que ninguém vê nos bastidores.... e que não transpira para o público em geral. O quanto um profissional/amador sofre pela foto quase perfeita. Quando finalmente estão todas e mais alguma condições reunidas ao mesmo tempo e espaço...

click... 

E descobrimos, como verdadeiramente os modelos se comportam, aqueles em que tinhamos depositado o que nos restava de esperança... quando afinal, temos de repetir a foto....

Novamente tudo a postos para mais um click...

IMG_20170625_152237.jpg

E sai assim a foto.

Lá vem o mau feitio da modelo à superfície...

Sempre de trombas...

Aquele que eu conheço tão bem, quando não se lhe fazem as vontades...

 

Já agora e só para que saibam... Venderam-se todos os livros! yeaahhhh

Não compraram.... azar... nem sabem o que perderam!

 

 

A little bird told me...

"Once, Picasso was asked

what his painting meant. He

said, "Do you ever know what

the birds are singing? You

don't. But you listen to them 

anyway". So, sometimes with

art, it is important just to look"

 

Marina Abramovic´

 

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Esta caixa em madeira, tinha-a comprado, numa das minhas idas à Fábrica dos Gessos em Alcântara - a Copidarte. Por acaso, já há bastante tempo que lá não vou. Talvez para resistir às tentações. Entra-se com uma ideia e depois...

A ideia era chegar lá comprar uns bonequinhos em gesso. Uns muito giros e que quando os pintei da primeira vez, fizeram tanto sucesso que acabei por ter de repetir várias vezes, até conseguir ficar com um conjunto para mim. Quatro pequenos anjinhos musicais para pintar e oferecer, a mim própria, no Natal e uns pincéis em falta.

Mais nada... Visse o que visse... 

É das tais coisas. Já sabemos ao que vamos. É entrar, manter aquele objectivo inicial, traçado, sublinhado a bold, a cores ou a que quiserem, na nossa mente. Colocar as palas nos olhos como aos cavalos e burros e não olhar para mais nada. Esquece as promoções, as novidades, enfim, as tentações duma forma geral... É para comprar aquilo que é preciso e mais nada.

Ponto final parágrafo...

Só que... até se chegar à zonas dos gessos... surgem as madeiras.... e o seu cheiro peculiar e atractivo. E o andar apressado começa a ser mais lento, quase a passo de caracol. Assim como o pensamento que voa em direcção às caixinhas, aos tabuleiros, às molduras, às n coisinhas em madeira, tão bem expostas nas prateleiras...

Há que espreitar tudo. Pára-se, espreita-se aqui, pega-se acolá...

E da ideia inicial, acaba-se com um cesto carregado de outros materiais. Muitos ainda sem ideias do que se vai fazer com eles. Alguma ideia há-de surgir. Leve o tempo que levar.

 

Para esta caixa, apeteceu-me.... de vez em quando também dá-se-me uns vaipes... pintar aquela que veio a ser a minha versão de um projecto da Carolyn Shores. Mais uma das minhas musas inspiradoras... Podem ver pela foto mais abaixo, que foi por onde me baseei.

 

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Este seria mais um daqueles projectos que considero difíceis à partida. Dos quais, insisto e arrisco fazer, como forma de assim superar os meus próprios obstáculos. Como em tudo na vida...

Mesmo que a meio tenha vontade de desistir. Pintar por cima. Abandonar a ideia. Nessas alturas,  o melhor que faço é parar... esquecer e arrumar. Um dia voltarei a pegar e retomar do ponto donde deixei.

E acabar!

Assim fiz...

CIMG8239.JPG

 Pintura acrílica sobre madeira

 

 

 

 

 

 

Quando da ponta de um lápis...

saem pinturas que nos fazem sonhar...

Sonhar que um dia... também eu serei capaz de pintar assim!

 

"I dream my painting,

and then

I paint my dream"

Vicent Van Gogh

 

Tal é a perfeição do traço com que está executado o desenho ou a pintura. O mesmo que nos ilude, ainda que por breves momentos e no qual acreditamos, piamente, de que se trata de uma foto. Um momento captado e eternizado num pedaço de papel... digital... Mas não... é uma pintura, a pastel, a lápis...

 

Hoje partilho alguns dos trabalhos, de vários artistas, que muito me inspiram e são em parte, responsáveis pelo meu atrevimento na arte de se bem pintar. Ousadia não me falta. Talento, esse vem com a persistência, o ser-se metódico, o contínuo insistir e aprender novas técnicas, usar diferentes materiais.... até chegar ao meu e inigualável traço.

O melhor que por ai se desenha... pelo menos para mim!

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Kelly Lahar - podem ver mais trabalhos aqui

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Chloe O'Shea - podem ver mais trabalhos aqui

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Natalia Vasilyeva - podem ver mais trabalhos aqui 

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Marion Tubiana - podem ver mais trabalhos aqui

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Susana Bertolacci - podem ver mais trabalhos aqui

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Morgan Davidson - podem ver mais trabalhos aqui

 

E são tantos outros...

Kathrin Schwarz - Colours of the wild; Corinne Vuillemin - aqui; Josie draws - studiojosieart, e a lista não acaba...

 

Já eu...

Aos poucos a minha tela vai avançando... parece-me que estou no bom caminho! Já consegui acertar na maneira, mais acertada de fazer sobressair os pêlos do gato. Isto vais aos poucos... ai vai... vai!

E assim vou continuando a aspirar um dia... chegar a este patamar de perfeição!

Pedrogão Grande...

Aquele que deveria ser mais um fim de semana de descanso, de retempero das forças para mais uma semana de trabalho.... Afinal tornou-se no maior pesadelo vivido pelas gentes de Pedrogão Grande. E por todos nós que assistíamos, à distância, atrás de um visor... Incrédulos e consternados, horrorizados à tamanha devastação florestal causada pelo fogo. A mesma que deixou à sua passagem um rasto de morte. Inconformados, devastados, sem forças à medida que o número de vítimas mortais subia, assim como os feridos. A sentirmos-nos pequeninos e impotentes perante as forças da Natureza. A mesma, à qual tantas vezes ignoramos os seus avisos... Como o povo diz.... depois de casa roubada, trancas à porta. Muito pouco há a fazer quando este tipo de desastres é natural. Mas quando não é? Não deveríamos nós já ter aprendido com os erros do passado?! Porque continuamos a seguir a velha maneira de ser português? O desenrasca? O logo se vê? Que imagem queremos passar para o estrangeiro ver? Logo agora que temos sido capa de tão boas noticias... 

Foi uma calamidade natural, claro. Sem dúvida que sim. Talvez, se.... e só se... o mal tivesse sido menor se os terrenos estivessem limpos... dizem uns... Os terrenos particulares? Do Estado? Não somos nós todos Estado?

Compete-nos aprender a lição. E fundamentalmente, pensarmos em implementar medidas de educação civil. Falta-nos tanta... Logo a partir das escolas. Educar as futuras gerações que o espaço que nos rodeia, também é o espaço dos outros. É nossa obrigação e dever estar atentos à sua limpeza e manutenção. Logo agora que o interior do pais está cada vez mais desertificado. Com as suas gentes envelhecidas. Em que terrenos anteriormente cultivados estão agora ao abandono. Basta um cigarro mal apagado e lá vão n hectares de floresta à vida... assim como vidas... humanas e animais...

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Um Bem Haja...

Aos bombeiros que continuamente arriscam tudo. Muitas das vezes sem conhecerem o território. Largam as suas próprias casas, famílias e buscam ajudar e salvar o próximo. Sabendo que o ideal pelo qual lutam muitas das vezes é inglório, levando as suas próprias vidas.

A eles o nosso obrigado. Pela vossa força, pela vossa bravura, pela vossa coragem e desprendimento com a vossa própria segurança. 

 

Estamos todos de luto.

Ficam as minhas condolências e preces pelas vítimas, aos familiares, amigos, vizinhos, conhecidos, anónimos, animais de companhia ou de trabalho.

 

 

 

Ai tela como te quero ver pronta...

Ontem voltei ao meu gato... ou melhor à tela com um dos meus gatos pintado. O Jaqui...

Pois... eu bem que tento pintar ou fazer o melhor que consigo. Reflexo dos meus parcos conhecimentos em pintura. Sim, sou amadora. Talvez tenha algum jeito. Mas no que toca a pintar retratos, sejam eles de pessoas ou animais, esses... vai-se a paciência pelo cano abaixo... são a minha maior dificuldade, o meu tendão de Aquiles! Tento... erro, leio, consulto, pesquiso e volto a tentar...

Desta vez avancei pouco, talvez sejam dos meus olhos, mas sinto que tenho o gato a parecer-se mais com o da foto do que anteriormente. Vontade e motivação essas não me faltam!

Ah! como o quero ver acabado!...

Até já chego ao ponto de sonhar com ela pronta. Sítio já está escolhido e tudo! Só não sei em que ano a vejo pronta! Até ao momento não passa disso mesmo, um sonho. Ando nisto deste o ano... e troca o passo... eheheheh.

Tenho tido ainda algumas/grandes dificuldades em ver concretizada a minha ideia de como a quero finalizada. Sim... mania do perfeccionismo. Isso e o meu musa inspiradora não me ter facilitado a vida. Como se ele tivesse tido alguma culpa, quando escolhi aquela foto. Na que ele andava-me com um olho à Camões. eheheheh! Entretanto sarado. Quando comecei a pintar a tela, baseei-me numa que lhe tirámos quando veio para casa. Com poucos meses de vida, doente e com um problema no olho.  Mas era a que tinha na altura e ele era, ainda é mas doutro modo, tão fofinho. A foto é parecida há que está mais abaixo. Tinha o olho semi-cerrado. Logo, à partida uma dificuldade em posicionar correctamente o olho aberto no bicho... na tela!

Se há fotos que nos deixam inspiradas, aquela foi uma delas. Que nos deixam com vontade de pegar nos pincéis e avançar a todo o gás na pintura. Mesmo que não tenhamos nenhuns ou poucos conhecimentos. Mesmo que o que pintamos seja instintivo ou intuitivo. Temos que fazer, rabiscar, pintar... Aquela foto, que se fosse hoje, não sei se a teria escolhido para inicio das minhas tentativas na pintura de retratos. Talvez tenha me precipitado. Devia ter começado sim com algo mais simples. Talvez faça parte da minha essência a procura do difícil? Quem sabe? Mas o que já está... já está. 

CIMG8224.JPG

Bem sei que não adiantei quase nada. E muito por culpa do meu receio em estragar os poucos avanços que vou lhe dando. Os mesmo que considero pequenas vitórias pessoais, na pintura. Olha lá se eu fosse para os óleos... Estava desgraçada! Mera aprendiz de aprendiz a pintora... Ainda tenho muito a aprender antes de dar o passo seguinte. Nada que não tenha já começado. Com coisas simples. Para ver como leva o tempo de secagem das tintas. 

Mas é entre as tintas acrílicas e os lápis que me sinto bem e lá vão surgindo à luz do dia, os meus ditos progressos. Isto traduzido por miúdos, são mais um pelito aqui outro acolá, uns retoques nos olhos. Esses sim estão quase como quero. Haja alguma coisa! ahahahahahah.

Os lápis têm sido uma ajuda fundamental no processo. Ajudam a matizar as tintas acrílicas e a dar sentido a pormenores que dificilmente conseguiria com os pincéis. As orelhas têm me dado cá uma dor de cabeça... salvo seja! O fundo também já começa a ter mais sentido. Ainda falta bastantes pormenores. Principalmente os sombreados que ainda não sei bem como vou reproduzi-los. Lá chegarei a essa fase! Desistir? Não. Já vou muito adiantada para desistir desta magana!

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Até fico embaraçada e um pouco, diria envergonhada de... só ao me lembrar que a última vez que peguei nesta tela foi em Setembro de 2016. O tempo passa a correr. Tempo esse que me foge para os trabalhos que requerem mais tempo e são-me mais morosos. Vão ficando em espera, mas nunca esquecidos. Não deviam, é certo. Vou fazendo o que posso.

A foto pela qual me estou a regular é parecida com esta! Dá para ver que o Jaqui ainda tinha o olho semi-cerrado e os bigodes todos sujos... Mas o verde dos seus olhos.... esse já lá estava! Assim como a bigodaça gigantona! ahahahahah

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Amanhã, novamente feriado, vamos lá ver se consigo dar-lhe mais uns toques!

Bom feriado!

 

 

 

 

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