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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Consegui.... consegui pintar a pena!

A vida é cheia de desafios... uns bons outros mais complicados e de difícil resolução, e ainda existem aqueles dos quais somos os criadores. E o que têm todos em comum? Servem sempre nalguma medida para aprendermos e evoluirmos... Se assim não fosse isto era uma pasmaceira!...

Dentro dos desafios existem aqueles que desde logo à partida damos como causas perdidas... os tais em que pensamos que nem sequer vale a pena começar... cheios de obstáculos muitas das vezes criados por nós, e que servem para enchermo-nos de desculpas e assim evitar o confronto com o temível e terrífico desafio... 

... e o Universo conspira a nosso favor...

São depois, alguns dos nossos maiores sucessos... profissionais ou pessoais... os mesmos que no final nos dão aquela sensação maravilhosa de dever-meta-objectivo cumprido!

Foi mais ou menos o que se passou com uma pena... Uma simples e bonita pena de pavão (fêmea)...

Certo dia... 

... tinha vindo cá a casa um casal de amigos e a meio duma conversa... alguém "dispara"... "Pinta uma pena! Vi no outro dia umas tão giras e lembrei-me logo de ti! " nisto deita-me aquele olhar e sorriso de orelha a orelha... 

Euzinha???...Pintar uma pena... eeeeuuuu?! Aaahhhh.... deves estar a achar...

É nestas alturas que penso: para quê inimigos quando temos amigos, esses seres fantásticos que às vezes nos deixam de queixos caídos...

... tão de queixos caídos que até a pena já traziam com eles... A mesma que momentos antes de entrarem em casa tinham apanhado do chão, no jardim... 

.... ataque de "caspa".... vulgo momento de perplexidade expressa num sorriso amarelo...

Não é fácil pintar uma pena, pelo menos para mim não foi. Foram alguns os obstáculos que encontrei até ao resultado final. A começar pelo que haveria de pintar.

Isso foi difícil... E se foi uma escolha difícil... difíiiiiiciiiil.....  qualquer coisa com... huuummmm deixa cá vêr... gatos.....

Depois, depois é que vieram os verdadeiros , os temidos e terríficos desafios... 

Desde à partida tinha que arranjar uma solução que fizesse as barbas ficarem certinhas e fixas, de maneira a poderem ser pintadas. E a solução encontrada e nada ortodoxa... qual foi?!

Laca para o cabelo, spray na parte detrás... E não é que funciona?! 

Novo obstáculo, será que ainda são impermeáveis? 

São!!!! Aguentaram a primeira camada de tinta sem passar para trás...

Passar o esboço para a pena.... "o drama... a tragédia.... o horror..." aonde foi mesmo que já ouvi isto?! 

Muitas pragas se foram formulando na minha mente... cada uma mais... não interessa nada...  mesmo nada!...

Que tintas usar?! Acrílicas... lol...150775_227211164057511_305046485_n.jpg

Enfim após muitos dramas, mas mesmo muiiiitoooos... ok estou a exagerar não foram assim tantos mas fica mais composto aqui o texto!

E isto tudo só para dizer que pintei uma pena... ainda que inicialmente contrariada ...

Consegui pintar uma pena! Yeahhhhh!!!!

Podia ter ficado melhor eu sei... eu sei... mania do perfeccionismo... foi o que consegui e para já estou satisfeita. Eles, o casal de amigos gostaram tanto que, e depois dum pseudo ralhete... daqueles que começam "eu não te disse"... blá blá blá.... e acabam... com uma pena na mão seguido de uns "parabéns podes continuar..."

A mesma que ainda hoje guardo religiosamente... epá... pintei-a à.... quatro anos atrás, como o tempo passa a correr...

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Até que para uma primeira vez e até agora única não está de todo má. Ou será que não é a única????

 

 

 

 

 

 

 p.s. tenho uma começada para o Natal... mas é segredo...

Shiiuuuuuu......

 

 

 

 

Aguarelas... por Juri Ueda

No outro dia ao ver o blog da Inês - Inês Art Work - e a propósito das suas lindas aguarelas não deixem de visitar e conhecer o trabalho dela...

Desde o liceu que nunca mais pintei com aguarelas. A culpa, aquela que nunca morre sozinha... essa é dos acrílicos... É que ganhei o gosto e o habito de usar este tipo de tinta. E não é que não há volta a dar... Afinal, pode-se fazer tudo o que se faz com os óleos e as aguarelas... ou quase tudo!...

E além disso, tanto os acrílicos como as aguarelas têm mais uma vantagem, em relação aos óleos. É que ao contrário destes que libertam muito cheiro e usam-se diluentes sintéticos, o que para quem é alérgico é um horror, as tintas acrílicas e as aguarelas são quase inodoras e usam a água como dissolvente...

Posto isto...  vejam estas aguarelas...

90582ecca136cba05812fa7114c02c7f.jpgMais uma vantagem das aguarelas - ao contrário das outras tintas, em que se espera que uma camada esteja seca para a seguir se aplicar nova cor, o que acontece quase sempre, e principalmente para as iluminações. Aqui, com um pequeno toque na cor com a ponta do pincel somos transportados para outros mundos... 

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Juri Ueda - É japonês e o responsável por estas ilustrações! As mesmas que já fizeram parte de exposições em sítios tão distantes do Japão como Paris, Los Angeles, e até mesmo em Espanha.

Em todas elas predominam raparigas de olhos grandes no seu mundo místico! Cheias de pormenores, cada aguarela é capaz de nos contar uma história... com principio e fim... basta estarmos atentos!!!

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Para recordar:

Aguarela - é uma técnica de pintura na qual os pigmentos (cor) são dissolvidos em água e por norma não há sobreposição das cores, como acontece com os acrílicos e os óleos. O papel é o material mais usado para esta técnica. Mas não pode ser um papel qualquer a sua gramagem tem de ser elevada. Alguns artistas utilizam outros suportes como a madeira, a tela, o tecido ou até mesmo plástico.

Surgiu sensivelmente no século II A.C, na China, onde se deu a invenção do papel e dos pincéis. Um dos exemplos mais conhecidos é o "Livro dos Mortos", do Antigo Egipto...

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Mais tarde espalhou-se pela Europa na Idade Média tornando-se muito comum nas cortes europeias.

Atualmente é uma das técnicas mais comuns em pintura a ser ensinada nas escolas.

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ADORO!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quase... quase pronto?!

À cerca de dois... quase três anos tive a brilhante ideia de... naqueles momentos em que até parece que não temos nada para fazer... pintar um gato... nada que anteriormente não tivesse feito mas daquela vez queria pintar um meu... E como tenho 3 modelos de serviço...

Até os gatos têm de ter paciência para me aturar!!!

E feliz e contente lá fui eu procurar no álbum de fotografias... das milhentas que já lhes tirei a tal que me arregala-se os olhos... 

Foto achada, parecida com a que está mais abaixo, tela escolhida e mãos à obra... Desenhar e avançar...

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Uma corzinha aqui... outra acolá... e vamos ao gato! Ou melhor dizendo... íamos... é que empaquei nas orelhas, na bola, no rato por detrás do gato... aaarree..... em tudo... 

Será que alguma vez vou acabar a tela?!

Continua pendurado... à espera... todos os dias olho para ele...

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E é quando vem o sentimento de culpa por não tocar na tela... E as desculpas de não ter tempo, de não querer estragar o que está feito... mas saber que está longe... longe de estar acabado...

 

Segunda-feira.... com humor!

É segunda-feira sim... não à volta a dar... Sei que é difícil mas tem de ser... mais uma semana de trabalho... calma nem tudo é mau sempre se pode ver as coisas doutra maneira... como por exemplo....

É segunda-feeeeiiiiiraaaaa... menos uma até o Natal!!!

Ok, esta dica é para mim... esqueçam... 

E que tal... se ela...  for passada com um pouco de humor?!

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O bom das tecnologias sempre ao alcance de qualquer um!!!

 

O galo que queria ser cão de guarda...

Ao contrário da maioria das crianças que anseiam por ter um animal para companhia, eu quando nasci já tinha em casa... ora deixa cá ver... uma gata, uma cadela, peixes, hamsters que se reproduziam que nem coelhos e claro um casal de canários! E ainda... há sempre um e ainda... na casa dos meus avós... um pato, perus, coelhos, rolas, etc... todos eles animais de estimação. Todo o animal que naquela casa entra-se haveria de morrer de doença ou velhice nunca no prato...

 

Bons tempos...

 

Tinha à volta dos 4 ou 5 anos e numa ida com a minha mãe ao antigo mercado de Benfica, encontramos à venda uns pintos... Mas não eram uns pintos quaisquer eram uns pintos às cores. Ou seja, em vez do tradicional amarelo, eram azuis, rosa, amarelo mais intenso e senão me engano verde... Contam-me mais tarde que estanquei de malas e bagagens, ao pé da banca e só de lá saí com a minha meia dúzia de pintos coloridos... 

 

Foram para a varanda e lá passava eu horas ao pé deles...

Foram crescendo, mudando de cor e a sua estadia na nossa casa estava a ficar incomportável. E para onde é que foram? Para casa dos avós... coitados, já tinham pouco com que se entreter...

Mas estes eram especiais, não só pela sua plumagem ter sido de outra cor, tinham alterações de comportamento, devido a terem sido injectados com o produto que lhes coloriu as penas.

 

Viviam-se tempos de inocência... e para o comum dos mortais, na altura era impensável saber-se o mal que se estaria a fazer aos animais... depressa se descobriu...

 

Todos tinham por assim dizer uma pancada... Um deles, um dia apanhando a porta aberta que daria acesso à cozinha, entra por ali adentro e salta para dentro do tacho.... Quereria ele terminar os seus dias no prato?!!! E isto foi só uma vez? Não, sempre até morrer velhinho... outro, achava que era um coelho... Mas havia um em especial que me marcou... o galo Cunhal...

 

As idas a casa dos meus avós era o hapiness dos meus dias, altura em que podia "esponjar-me" à vontade, brincar, correr, mexer na terra, apanhar as flores. Enfim experienciar aquilo que hoje muitas das nossas crianças não conhecem, como ainda fazer festinhas aos animais... será?

 

De penas brancas, crista vermelha o galo Cunhal, assim chamado pela minha avó devido às parecenças da melena do então dirigente de um partido conhecido, e só isso mesmo... Alto e vistoso impunha respeito a quem se atrevesse a pôr o pé no quintal. Até mesmo os outros animais o temiam...

 

Coitado não me conhecia... Assim que me apanhava no quintal ou melhor, assim que me avistava, começavam as nossas corridas... ora corres tu atrás de mim... ora corre o meu avô atrás de ti.... e andávamos às voltas, e voltas no quintal até ele se cansar... o que não demorava muito! Agora que penso nisto, deve ter sido por isto que... anos mais tarde no secundário, nas aulas de ginástica era sempre chamada para as provas de sprint...

 

Andava tudo num virote quando aquele bichinho estava à solta no quintal... até à minha avó, pessoa a quem tinha algum respeito, um dia a bicou nas pernas... Lá andou ela em tratamentos durante algum tempo... O peru no inicio ainda tentou impor-se, mas nada, o raio do galo era maluco, até contra as flores investia... coitado...

Ainda durou alguns anitos... o que é certo é que depois da sua partida aquele quintal durante algum tempo perdeu a vida, o movimento que o "simpático" bichinho dava... Fica a memória do melhor galo armado em cão-guarda que aquele quintal conheceu!

 

Enfim.... memórias de outros tempos, dum tempo em que pensava viver no mundo encantado da bicharada...

 

Isto só cá para nós.... não é que a coisa tenha mudado muito!...

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Oscar Ramos art 

 

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