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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

É Carnaval... ninguém leva a mal

Não... não foi engano não...

Desengane-se quem pensa que ontem... por lapso...erro de alguém... leram o conteúdo do envelope errado...

Nada disso...

 

Foi....

somente....

uma inofensiva...

partida deCarnaval

 

video  jornal Público

Será que ninguém compreendeu a piada?!

 

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 US director Barry Jenkins (C) speaks after "Moonlight" won the Best Film award at the 89th Oscars on February 26, 2017 in Hollywood, California. / AFP PHOTO / Mark RALSTON

 

Que pena ter perdido, mas enfim alguém tinha que pôr o sono de beleza em dia! 

E o que vou ainda hoje fazer?!

Aaaaaah!

Tivesse eu mais braços e mais coisas faria...

Não somente as obrigações diárias, do trabalho, dessas não deve rezar a história. Mas sim as que verdadeiramente me inspiram! Ou não fosse eu o somatório de tudo aquilo que me inspira! Que faz ser a pessoa que sou hoje. 

Acredito que haja quem pense que quem tem tanta coisa a ser feita ao mesmo tempo, nada termina. Nada leva até ao fim. Que não consiga cumprir os seus compromissos até ao fim Talvez estejam enganados, ou talvez seja eu uma excepção à regra. É um facto que gosto de ter vários projectos em mãos, e de os fazer ao mesmo tempo. Quer os faça no mesmo dia, em dias alternados, quiçá anos. Não interessa, isso só a mim dirá respeito. Certo é que tarde ou cedo tudo acabo. Tudo está relacionado com o meu estado de espírito. Com a forma como vivencio o dia. Com o meu humor ou a falta dele! E isso reflecte-se depois no que escolho para desanuviar a mente. Quer seja a pintura, uma sobremesa, tricot ou até mesmo a criação de uma peça em bijuteria. O que importa mesmo é eu sentir-me bem comigo mesma!

E o que vou ainda hoje fazer?

Só mais logo saberei!

 

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A inspiração que você procura

já está dentro de você.

Fique em silêncio e escute

                                Rumi

 

Um dia pensei ser escritora...

 

No fim de semana passado, pensei aproveitar para iniciar umas limpezas mais profundas cá em casa. Uma espécie de limpeza pré-primavera. Divisão por divisão, de cima a baixo. Limpar, afastar móveis. Ver o que precisa de ser arranjado, reciclado ou lixo.

Ou pelo menos tinha sido essa a intenção!

Na escrivaninha, caído para trás das gavetas, estava o meu caderno de textos. Já nem me lembrava dele. Encontrei-o com algumas folhas amarelecidas pelo tempo. E a escrita? Tão diferente da minha actual. Oh! São tão boas as recordações que guardo desse tempo. Passava as tardes a "escrevinhar" textos, imaginando-me uma escritora de renome. ahahahahahah. 

Até parece... Tanta coisa se passou desde essa altura. Tantos sonhos esquecidos no baú das memórias, bem empoeirado por sinal!

Era miúda e entusiasmada pelas palavras escritas por uma professora de português num texto meu, para a escola... andava a escrever... sobre tudo e sobre nada.

E um dos textos que encontrei foi este. Escrito aos treze anos. Num dos dias que pensei ser escritora... 

 

 

Esta história que vos vou contar, passou-se num país longínquo, à muitos anos atrás. Onde tudo começou numa pequena aldeiazinha, mais propriamente, numa bela e solarenga manhã .

O padre já tinha ido para a igreja, o padeiro já tinha tirado o pão do forno e estava a abrir a sua pequenina loja. Nessa mesma aldeia toda a população andava muito feliz pois o feriado dedicado a S. Herculano estava a aproximar-se. Todos, menos o sr. António.

Era um senhor já idoso, reformado, o que para ele já era uma grande "chatice". Já nada lhe interessava, Andava sempre aborrecido, não tinha amigos com quem pudesse passar as tardes, ora a jogar às cartas ora simplesmente a falar.

Os habitantes, sem ele saber, preocupavam-se... Pois não falava com ninguém, não ia à missa, quando ia comprar alguma coisa era sempre de maus modos, muito rabugento.

Diziam os mais velhos ser um comportamento muito diferente, daquele que tinham conhecido em tempos já idos.

Todos os dias, cedinho, levantava-se e ia sentar-se num banquinho que punha ao pé da porta da sua casa. Esta não era muito grande, tinha 2 divisões. A mobília antiga, já toda comida pelo bicho da madeira.

Desde que  a sua mulher morrera à cinco anos atrás, era um homem a quem a vida já não interessava. Desde então, nunca mais foi o mesmo homem. Alegre, bem disposto, comunicativo. Feliz ao pé da sua esposa. Mas ela morrera de repente, sem qualquer explicação. Pois o médico mais próximo vivia a 6 km de distância. E nesse tempo ainda não se tinha inventado o automóvel.

Como já tinha dito antes, o feriado de S. Herculano estava a aproximar-se. E consistia numa lenda passada de geração em geração, na qual relatava-se, que o famoso santo tinha aparecido no promontório da aldeia e dito às pessoas que ali se encontravam... quando se sentirem mal, ou por outro qualquer motivo, venham cá rezar três vezes. E havia quem disse-se que se fosse num feriado, mais sorte daria.

O povo já começara a enfeitar a aldeia. Mas ele não ligava.

Até que alguns membros decidiram reunir-se e achar alguma solução, algo que voltasse a dar alguma alegria ao pobre homem. Foi quando decidiram que o melhor que tinham a fazer era, tentarem convence-lo a ir ao promontório.

Na manhã seguinte lá foram, mas não o encontraram no sítio do costume, ao pé da porta de casa. Foram à procura dele e nada. Procuraram pelas ruelas da aldeia, hortas e nada. Passou-se a tarde e o sr. António não aparecia. Já mesmo no final do dia, alguém se lembrou de ir ao cemitério. Que ficava afastado da aldeia, podia ser que ele tivesse ido à campa da sua querida esposa. E lá estava ele, ajoelhado ao pé da campa, chorando e contando as suas mágoas. Quem assistiu ficou tão triste, de tanta pena que dava ver o homem assim, ainda devastado.

Logo na hora, naquele preciso momento decidiram que era o momento, para darem algum conforto. Ajudaram-no a levantar-se e trouxeram-no de volta à aldeia. O caminho todo até casa nada disse. 

No dia seguinte, toda a população estava muito entusiasmada, pois, só faltava um dia para o tão aguardado feriado. À tardinha, um grupo de habitantes foi ter com o sr. António, que se encontrava novamente junto ao pé da porta e disseram:

- Boa tarde, sr. António!

Nenhuma resposta receberam.

-Viemos aqui convidá-lo a ir amanhã, connosco até ao promontório, quer vir?!

- Não. Não acredito em lendas. É tudo imaginação de alguém que não tinha nada que fazer e limitou-se a  inventar coisas.

- Vá lá, sr. António, mesmo que não acredite, pelo menos, pode apanhar um pouco de ar.

Depois de tanto teimarem, conseguiram convence-lo a ir ao promontório.

O dia que todos  esperavam com muita ansiedade chegou. Foram todos para o promontório e lá começaram a rezar. Estava vento naquela manhã. O sr. António manteve-se distante dos restantes.

De repente começa a chover e ao contrário do esperado, as pessoas começaram a sentir-se tão felizes.

Acabadas as cerimónias no promontório, dirigiram-se para o centro da aldeia. Nessa altura já tinha deixado de chover. Um grupo de músicos de uma aldeia vizinha começa a tocar, alegrando ainda mais as pessoas. Até que o sr. António interrompe a música e entusiasmado pela alegria à sua volta declara que... Desse dia em diante iria ajudar toda a população daquela aldeia. Mas, disse ainda, para não acreditarem em lendas, pois não é delas que uma pessoa vive, mas sim de amizade.

A partir daí e até ao resto da sua vida, ele, nunca mais ficou triste nem sozinho. Todos os habitantes começaram a simpatizar com o sr. António, coisa que não acontecia desde a partida prematura da sua mulher. 

Os habitantes também aprenderam uma lição de vida com o sr. António. A que devemos ajudarmos-nos uns aos outros, nos maus momentos das nossas vidas e sermos amigos uns dos outros. Sem darmos-nos por vencidos, quando do outro lado encontramos pedras à nossa espera.

Talvez seja só uma lenda... 

A pedra e o gato #2

 

"Era uma vez uma menina que um dia encontra uma pedra. Uma não, várias.

Enfileiradas, lado a lado. E lá no fim havia um gato.

Ou mais uma pedra?

A menina teve uma ideia: pegou pincel e tintas e deu cor ao mundo.

Até que...

A pedra virou Gato"

                                                                                                                                                     Pires Fernando

 

Parece que sim!

Finalmente se descobriu!

Ver post anteriores aqui e aqui

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Nunca se sabe o que uma pedra esconde!

 

Fotos sem verniz colocado.

Materiais utilizados:

- pedra

- tintas acrílicas Americana e FolkArt

- verniz vitral

CIMG7807.JPG

CIMG7804.JPG

 

 

 

 

 

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