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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

As minhas primeiras agulhas.... em tricot

Sabem quais foram as minhas primeiras agulhas de tricot?

Claro que não. Não têm como saber.. ainda não vos contei...

 

Hã... devem ter sido umas que a mãe dela ou avó tinha lá para casa...estarão a pensar...

Não, não foram as da minha mãe que ela usava para me fazer os casaquinhos e vestidos na altura, nem da minha avó que tinha jeito para outras artes e não esta.

E também não foram compradas de propósito.

Não me foram emprestadas por uma amiga ou vizinha...

 

Foram feitas a partir de...

 

2 paus de amoreira...

 

É verdade!

De dois raminhos de amoreira branca. Duma árvore que em tempos existiu no quintal da casa dos meus avós.

 

Era miúda e cada vez que apanhava a minha mãe, de volta do tricot ou do crochet, lá andava eu de roda dela.

Sempre ao pé... quando não enfiava a cabeça em cima do trabalho, para "ver" melhor!... Curiosa para perceber como era possível, que com uma ou duas agulhas e um novelo, saíssem das mãos dela os casacos ou vestidos que tão bem me assentavam.

E pedia-lhe, ou melhor, deixava-lhe a cabeça em água de tanto pedinchar para que me explica-se e me deixa-se também fazer.

 

Coitada da minha mãe... 

 

Sempre receosa, visto que as agulhas eram de metal e pontiagudas, facilmente me podia magoar. Acabava por desistir de tanto se enganar nos pontos... Sim era uma pestinha!!!

 

Alguma solução tinha que ser arranjada para serenar a minha curiosidade. E do que ela se lembrou?

 

No quintal dos avós existia uma frondosa amoreira. Conhecida nas redondezas por ser o local ideal para se pedir as folhas que serviam de "dieta" para os bichinhos da seda. Também os tive... eu e quase todos os da escola primária no final da rua...

 

 

Escolheu dois ramos, da dita amoreira. Procurou... procurou... encontrar os mais perfeitos possíveis, o que é difícil, pois como sabemos os ramos não são direitos nem lisos. Mas lá encontrou uns que davam para brincar ao tricot. Finos e sem nós, e cortou, tirou-lhes a casca, tentou alisar e depois...

 

... juntamente com um resto de lã que tinha sobrado dum casaco, fez um novelo e ofereceu-me juntamente com as agulhas.

 

As minhas primeiras agulhas!...

 

Uaaauuuu!!!!

Finalmente tinha chegado a minha hora. Era desta que ia aprender a tricotar.

Iria fazer parte do clube das meninas que sabem tricotar!

 

E com elas aprendi os primeiros passos em tricot. Como montar as malhas na agulha. A diferença entre ponto tricot e o ponto meia. As laçadas, os aumentos e remates.

 

Com o novelinho amarelo e as minhas duas novas agulhas... difíceis de trabalhar como tudo... consegui fazer uma camisola para a minha Barbie. Quer dizer... camisolão!!! Com direito a gola alta e tudo!

 

O tempo passou... e levou-me naturalmente, as agulhas.

 

Agora, para além das minhas próprias agulhas que compro, uso as que a minha mãe costumava fazer os casacos. Diz-me que já não tem paciência...

Sempre que tenho dúvidas... lá recorro à minha tricopédia... diga-se de passagem, que acontece com uma rotina que até a assusta!

O pior é quando ela também não sabe... Aí é que se me dá cá um nó no cérebro...

 

Hoje em dia, pouco ou quase nada faço em tricot apesar de gostar e muito.

Pontos simples como aqueles que se podem fazer nos cachecóis ou para mantas, esses são a minha praia... Agora pontos complicados com mais de duas agulhas, com várias cores ao mesmo tempo...

 

Esses começo... páro... desmancho... recomeço.... páro... não acabo... fica para uma próxima...

 

É como as camisolas... as frentes e as costas tudo bem... agora as mangas sejam elas compridas ou meia cava... ai que aflição...

 

Mas não sou de aceitar facilmente uma derrota, sem dar luta!

Voltei ao ataque!

 

20161110_133654.jpg

 

Comecei neste domingo, no mesmo dia que cá chegou a Ritinha. Deve ter sido dos nervos. Deu-me para isto....

 

Até que já está adiantada...

Vamos lá ver se é desta que consigo fazer a camisola até ao fim. Como é um modelo relativamente simples...

 

 

Para verem como sou demorada, até escolhi uma linha para meia estação. Já a pensar no tempo de deverei levar a acabá-la! 

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