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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

... sleeping baby.... parte I

 

 

Existe sempre uma história por detrás de cada peça criada. Umas vezes são histórias divertidas ou cómicas, outras...

... são histórias tão simples e banais como tapar uma mancha de lixívia...

E quantas não são em memorial de alguém ou de algo que nos marcou e queremos ver reflectido no papel, numa tela ou até mesmo no corpo como no caso das tatuagens? 

O que é certo é que todas as peças criadas reflectem não só o desejo de as quem pediu como o estado de espírito de quem as criou...

 

Esta podia ser a história de tantas mulheres que perderam um filho e não o é só...

É sim duma mulher que marcou e que à distância da saudade ainda marca a vida de quem a conheceu e teve o privilégio de com ela partilhar pedaços da história das suas vidas.

Pelo que este post, por isso mesmo, é um pouco mais intimista... dedicado a essa mulher reflexo de tantas outras...

Quis fazer à minha maneira, fazer reflectir numa tela o que penso, o que sinto, as memórias que carinhosamente guardo quando penso nela... a minha avó.

1.1.jpg

Não sendo um original meu... trata-se somente da minha interpretação dum trabalho da Sarah Summers.

Fica a promessa de em breve fazer um post do passo-a-passo desta tela.

Ao descobri-lo marcou-me pela sua beleza, simplicidade e principalmente mensagem.

Lembrou-me a minha avó. As memórias da minha infância e adolescência. Ainda me viu formada... mas quis um dia o destino fazê-la partir...

Continuo a sentir a sua falta. 

Agora o desenho,

quis adaptá-lo à minha visão da vida, ao que gostaria de acreditar que fosse verdade... Que algures estivessem mãe e filho reunidos, no conforto da eternidade...

O mesmo sítio que quero acreditar... que de lá continua a olhar por nós família e amigos... a esses que também marcou pela sua humildade e que com a sua enorme generosidade acolheu no conforto do seu lar. 

Não podia deixar de lhe agradecer tudo o que me ensinou, o quanto me amou e perdoou as minhas tropelias... também essas próprias da infância...

Também quero partilhar o quanto marcou, subtilmente, a alma de quem com ela partilhou a sua vida. Nos bons momentos e, somente esses porque dos maus não reza a história. De quem não a conhecia e se tornou amigo.... um membro da família...

"(...) Conduzindo já de regressa a casa, senti saudades dessas manhãs em que me sentava à secretária de madeira virada para a enorme janela do meu quarto que se abria para o jardim, e sentia a D. Engrácia chegar para dar milho e alimentar os pombos das redondezas que àquela hora se deslocavam para o "nosso" jardim.

Há alguns anos, um seu outro filho tinha partido ainda criança, vítima de um acidente enquanto brincava no Jardim do Príncipe Real e ela tinha prometido jamais deixar de alimentar aqueles que pelas suas asas davam cor e movimento ao espaço por sob o Céu onde o filho ganhara estatuto da eternidade.

A fé e o amor de mãe tornados pedaços de milho atirados aos pombos de Lisboa."

                                                                                                         Francisco Caeiro

                                                                                       In "Estas Palavras Nascidas dos Dias"

Também nós nos consideramos uma família de sorte pelo facto da Vida nos ter oferecido amigos como o FRANCISCO e Família!

Obrigada Quim!

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