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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Livro - "Mil e uma razões para mudar tudo".... só tem diria um defeito...

Estava ontem a ler este post da Graça... quando me lembrei...

Eu já li este livro!

Há cerca de um mês, mais coisa menos coisa, encontrei a um preço super simpático.... traduzido por miúdos, com desconto... o novo livro da Luisa Castel-Branco.

É das tais coisas, esbarro nos títulos e este não foi diferente. Despertou-me logo a curiosidade e a imaginação. Começou logo a minha vontade de mudar as coisas, de lugar, as almofadas, as mantas, as... calma que já vais lançada e é melhor travares ou não te lembras do que aconteceu da ultima vez que mudas-te os móveis cá em casa, e arranjas-te cá uma dor nas costas... que ainda hoje estás para saber como a fizeste...

O título é muito sugestivo, estava eu cá a pensar com os meus botões. Bem escolhido! Vai para casa.

9789897690815.JPG

Comecei a ler... Boa escrita, acolhedora e calorosa. Pessoal e intimista. Textos que nos envolvem na sua leitura, acessível a a qualquer um. Leva-nos a querer mudar tudo. Mas mesmo tudo. E as fotos? Essas... são tão apelativas que até quase sonhamos com elas. Com elas? Não, com o trabalho já feito, quero eu dizer.

Foi quando...

Dei com o inevitável... algures pela página 54... dei conta de um senão. Um único e pequeno, diria defeito. Não um erro ortográfico, não com o facto de não ter esquemas pormenorizados. Esses há-os aos montes na net. É que é... ou melhor... a quem é dirigido...

Para as avós???? What???? O quê????

Que desplante... que despautério... E as outras? As não avós como eu?

Ainda me falta muito tempo para chegar a essa condição.

Estava tudo a correr tão bem. Já sonhava com mudar as almofadas da sala, novamente... Agora o livro é dirigido às avós???

Será que vou ter de esperar chegar a anciã para começar a fazer os granny squares?

Logo eu que tenho uma paixonite assolapada pelo crochet. Bem sei que já tenho alguns cabelos brancos, mas nada que uma boa tinta não disfarce... mas avó?! Não. Não sou como o avô cantigas, ele é que começou cedo a sua profissão.

Calma Loulou. Tu tem calma. Não entres em stress. Não vais agora devolver o livro. O que iriam achar? Endoideceu... coitada...

Espera lá....

Se calhar não é assim tão mau. Vendo bem as coisas, por outro prisma...

Hummmm....

As avós são sábias e inspiradoras ou não fossem elas as nossas segundas mães. E cheias de segredos! Quem melhor do que elas, para fazerem aqueles docinhos maravilhosos?! Que nos regalam as vistas e a barriga?! E quem diz bolos... diz crochet e tricot...

Ui... que o defeito parece que vai passar a um trunfo. Tenho um livro dirigido às avós na minha posse. É agora que vou saber os seus segredos.... Hahahahahahahah!

Escusado será referir que devorei o livro de uma assentada. 

Se há coisa que ainda me falta... para chegar um dia a avó é a Paciência... principalmente para ver os trabalhos a crescerem, ao seu ritmo, devagarinho. Logo eu que sou uma despachadinha e quero ver tudo pronto o mais rápido possível... 

E os projectos... esses dançam a um ritmo alucinante na minha cabeça, tivesse eu mais braços e mais faria!

 

African Flower tutorial ou melhor dizendo.... a minha versão da coisa!

Sabem como é....

Uma pessoa entra numa retrosaria e perde-se ao olhar para as prateleiras... Até piscam... ou já são os meus olhos?! Todas elas engalanadas e cheias de lãs ou linhas. De várias cores e feitios, de diferentes espessuras, para os dias mais frios ou mais quentes... Dispostas lado a lado, em fileira, sugestivamente à nossa espera...

À nossa ou à da caramela que entretanto chegou e com olhos cobiçosos também pregou as vistas na mesma lã que eu?... Já não me bastava quando vou ao supermercado e pego na fruta ou nas flores e aparecem logo atrás do mesmo que nem abutres...

Mau Maria... que o caldo está a ficar entornado.... eu cheguei primeiro....

Dizia eu...

De que alguém, como eu, as leve para o conforto de sua casa e não saiba depois o que fazer. Mas tem que a levar. Ai é tão linda a lã... E que bem que dava com aquelas calças que comprei no outro dia. E aquela que fica a matar com os cortinados da sala... É aquilo a que se chama comprar por comprar. Às vezes é assim, outras nem tanto....

Mas tantas são as vezes, que me "apaixono" por uma lã ou linha e sem ideias do que vou fazer com ela, acabo à mesma por a trazer. Em maior ou menor quantidade, dependo preço, do projecto se já se tiver alguma ideia. E com receio de que o lote esgote ou venha com depois, com diferenças na coloração, convém sempre comprar em maior quantidade. 

CIMG8046.JPGAlguma ideia irá surgir! 

Nalgum projecto a usarei. Esperança não me falta...

E foi o caso desta lã...   Não resisti e trouxe os últimos 4 novelos. Os últimos! Sorte a minha! E ainda por cima a um preço muito simpático! Deve chegar para qualquer coisa pequena. Uma almofada talvez... 

E uma pessoa sai da loja com a carteira mais leve mas os olhos, esses, bem lavadinhos ...

 

 

Depois da escolha da linha ou lã, vem outra minha fase complicada e cheia de dúvidas.

Dilemas existenciais de uma amadora nas artes das lãs... E sempre com muita pressa em ver o resultado final. 

caricia-batik-75-g-sl111.jpgTrabalhar a tricot ou a crochet. Com o qual se vê mais depressa o trabalho? O que renderá mais com 4 novelos? De que tempo disponho? Alguma coisa se arranjará... Venceu desta vez o crochet. Nos entretantos encontrei um motivo do qual senti uma enorme vontade de experimentar - as flores africanas. Isto parece fácil...

Vai a primeira tentativa, vai a segunda e o motivo não saia bem. Quando tentava montar os hexágonos, estes não ficavam perfeitos como eu queria. Será que a culpa é minha? Estarei com o ponto muito apertado? A agulha é a certa... nº 4... Nãaaa... Há aqui qualquer coisa que não está a funcionar. Ou desistes ou fazes à tua maneira.

Nada melhor que inventar a nossa própria versão.

E aqui está ela. 

CIMG8042.JPGPenso que através da foto não seja difícil, para quem quiser fazer igual, seguir o modelo.

Mais abaixo, deixo o esquema pelo qual me orientei. 

 

Se for para uma almofada, como a que eu fiz, convém certificarmos-nos, de à medida que se vai avançando no trabalho, que este fique justo à almofada. Com o uso, tem tendência a linha/lã alargar.

Estando todos os motivos montados é altura de bloquear a peça.

Existem várias maneiras e sugestões, cada uma consoante o trabalho. Aqui apliquei um pouco do vapor do ferro. Atenção, não passei a ferro, dei só com o vapor. Rematei o que me faltava directamente na almofada e prendi os motivos com alfinetes de costura. Depois de seco, removem-se os alfinetes.

E surpresa das surpresas...

A lã rendeu e deu para fazer não uma, não duas, mas três almofadas, frente e verso. A terceira é para o gato! Também merece! 

 

 

Esquema da flor em crochet Africana 

 90ddf57cfcd25244af75e6424aac15b3.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

Tricotar... um ritual saudável

 

É sabido que quem faz tricot ou crochet, pode desfrutar de uma série de benefícios para a saúde. Sejam eles físicos ou psicológicos.

Querem saber quais?!

Tricotar permite-nos mergulhar em pleno, na criatividade e esquecer o stress e a ansiedade diárias. O movimento rítmico do tricot provou ser o responsável por nos colocar no momento presente, distraindo-nos de meditar sobre o passado ou recear o futuro.

Estando-se envolvida num projecto pelo qual se é apaixonada e interessada, permite ao cérebro mergulhar plenamente na tarefa (atenção e concentração), produzindo uma sensação similar à dos maratonistas. Dá-se uma alteração química a nível cerebral, ou seja, aumenta a libertação das hormonas como a serotonina e a dopamina em prol das adrenalinas e nor-adrenalinas libertadas em situações de stress.

Quando usado como terapia, torna-se numa poderosa arma de distracção contra... a dor crónica. Por exemplo, nos casos de artrite reumatóide, pode ajudar a prolongar no tempo o aparecimento das deformações nas mãos. Ajuda quem padece a relaxar e a melhor controlar a dor. 

Óptima ajuda para fumadores e pode ser usada na terapia da anorexia nervosa. Assim como quem sofre de depressão.

O tricot ajuda a motivar as pessoas a se conectarem com o mundo, quer seja ele físico ou digital. Ao juntar-se a um grupo de tricotadeiras, a actividade solitária torna-se social. A entreajuda permite que se quebrem as barreiras da baixa auto-estima. As pessoas deixam de se sentir sozinhas e experienciam a sensação de felicidade (novamente a serotonina). Aumenta o contacto social melhora a comunicação com outras pessoas.

Sabiam que o movimento rítmico dos nossos olhos quando fazemos tricot, quando feito todos os dias.... pode aumentar a nossa memória em 10%. Agora pensem ao fim de vários anos...

 

Há lá terapia mais barata e relaxante?!

Eu já comecei!

CIMG7773.JPG

Há coisa de umas duas semanas atrás, vi num grupo de tricot no facebook um casaco. Lindo... lindo.... e trazia umas breves explicações. Para experts no assunto, o dito é feito com um pé às costas. 

Pois... até parece...

E começavam por explicar que se iniciava o dito casaco pela gola, uma tira com cerca de 1,60 cm de comprimento em malha liga. Até aqui tudo bem. Seguidamente passava-se ao corpo do casaco. Feito a partir da gola. Aaaaahhhhh.... que engraçadas....

Puxavam-se as malhas ao longo da tira e tricotava-se usando o esquema rosinhas de Portugal.

Rosinhas de Portugal?!


CIMG7772.JPG

Mas afinal quem não sabe o que são rosinhas de Portugal?!

Quem faz a pergunta... por exemplo...

Nada que o google não ensine... aqui

 

CIMG7770.JPG

Fez sábado passado oito dias que comecei... com lã que cá tinha em casa, ainda que mais fina do que a usada no caso delas, mas o resultado fica parecido.

Vou bem lançada...

Já fiz a gola, puxei as malhas e comecei a fazer as rosinhas... de Portugal. 

Ó pra mim quase... quase uma pró no assunto!

 

 

 

As minhas primeiras agulhas.... em tricot

Sabem quais foram as minhas primeiras agulhas de tricot?

Claro que não. Não têm como saber.. ainda não vos contei...

 

Hã... devem ter sido umas que a mãe dela ou avó tinha lá para casa...estarão a pensar...

Não, não foram as da minha mãe que ela usava para me fazer os casaquinhos e vestidos na altura, nem da minha avó que tinha jeito para outras artes e não esta.

E também não foram compradas de propósito.

Não me foram emprestadas por uma amiga ou vizinha...

 

Foram feitas a partir de...

 

2 paus de amoreira...

 

É verdade!

De dois raminhos de amoreira branca. Duma árvore que em tempos existiu no quintal da casa dos meus avós.

 

Era miúda e cada vez que apanhava a minha mãe, de volta do tricot ou do crochet, lá andava eu de roda dela.

Sempre ao pé... quando não enfiava a cabeça em cima do trabalho, para "ver" melhor!... Curiosa para perceber como era possível, que com uma ou duas agulhas e um novelo, saíssem das mãos dela os casacos ou vestidos que tão bem me assentavam.

E pedia-lhe, ou melhor, deixava-lhe a cabeça em água de tanto pedinchar para que me explica-se e me deixa-se também fazer.

 

Coitada da minha mãe... 

 

Sempre receosa, visto que as agulhas eram de metal e pontiagudas, facilmente me podia magoar. Acabava por desistir de tanto se enganar nos pontos... Sim era uma pestinha!!!

 

Alguma solução tinha que ser arranjada para serenar a minha curiosidade. E do que ela se lembrou?

 

No quintal dos avós existia uma frondosa amoreira. Conhecida nas redondezas por ser o local ideal para se pedir as folhas que serviam de "dieta" para os bichinhos da seda. Também os tive... eu e quase todos os da escola primária no final da rua...

 

 

Escolheu dois ramos, da dita amoreira. Procurou... procurou... encontrar os mais perfeitos possíveis, o que é difícil, pois como sabemos os ramos não são direitos nem lisos. Mas lá encontrou uns que davam para brincar ao tricot. Finos e sem nós, e cortou, tirou-lhes a casca, tentou alisar e depois...

 

... juntamente com um resto de lã que tinha sobrado dum casaco, fez um novelo e ofereceu-me juntamente com as agulhas.

 

As minhas primeiras agulhas!...

 

Uaaauuuu!!!!

Finalmente tinha chegado a minha hora. Era desta que ia aprender a tricotar.

Iria fazer parte do clube das meninas que sabem tricotar!

 

E com elas aprendi os primeiros passos em tricot. Como montar as malhas na agulha. A diferença entre ponto tricot e o ponto meia. As laçadas, os aumentos e remates.

 

Com o novelinho amarelo e as minhas duas novas agulhas... difíceis de trabalhar como tudo... consegui fazer uma camisola para a minha Barbie. Quer dizer... camisolão!!! Com direito a gola alta e tudo!

 

O tempo passou... e levou-me naturalmente, as agulhas.

 

Agora, para além das minhas próprias agulhas que compro, uso as que a minha mãe costumava fazer os casacos. Diz-me que já não tem paciência...

Sempre que tenho dúvidas... lá recorro à minha tricopédia... diga-se de passagem, que acontece com uma rotina que até a assusta!

O pior é quando ela também não sabe... Aí é que se me dá cá um nó no cérebro...

 

Hoje em dia, pouco ou quase nada faço em tricot apesar de gostar e muito.

Pontos simples como aqueles que se podem fazer nos cachecóis ou para mantas, esses são a minha praia... Agora pontos complicados com mais de duas agulhas, com várias cores ao mesmo tempo...

 

Esses começo... páro... desmancho... recomeço.... páro... não acabo... fica para uma próxima...

 

É como as camisolas... as frentes e as costas tudo bem... agora as mangas sejam elas compridas ou meia cava... ai que aflição...

 

Mas não sou de aceitar facilmente uma derrota, sem dar luta!

Voltei ao ataque!

 

20161110_133654.jpg

 

Comecei neste domingo, no mesmo dia que cá chegou a Ritinha. Deve ter sido dos nervos. Deu-me para isto....

 

Até que já está adiantada...

Vamos lá ver se é desta que consigo fazer a camisola até ao fim. Como é um modelo relativamente simples...

 

 

Para verem como sou demorada, até escolhi uma linha para meia estação. Já a pensar no tempo de deverei levar a acabá-la! 

Amigurumis #2

 

 

Continuo sem saber fazer...

Também ainda nada fiz para começar. 

Já aqui abordei o assunto como que... a ver se é desta que começo a praticar.... PARA REVER

E nada...

 

Mas depois de ver 

265896b88daffd2387c80cc6c45c7132.jpg

E imaginar colocá-los na porta do frigorífico... 

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Não sei não...

Se calhar....

... quem sabe não é desta que começo a fazer algum! É que são tão giiiiiiiros!!!

Óh pra mim a aparvalhar!!!

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