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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Tricotar... um ritual saudável

 

É sabido que quem faz tricot ou crochet, pode desfrutar de uma série de benefícios para a saúde. Sejam eles físicos ou psicológicos.

Querem saber quais?!

Tricotar permite-nos mergulhar em pleno, na criatividade e esquecer o stress e a ansiedade diárias. O movimento rítmico do tricot provou ser o responsável por nos colocar no momento presente, distraindo-nos de meditar sobre o passado ou recear o futuro.

Estando-se envolvida num projecto pelo qual se é apaixonada e interessada, permite ao cérebro mergulhar plenamente na tarefa (atenção e concentração), produzindo uma sensação similar à dos maratonistas. Dá-se uma alteração química a nível cerebral, ou seja, aumenta a libertação das hormonas como a serotonina e a dopamina em prol das adrenalinas e nor-adrenalinas libertadas em situações de stress.

Quando usado como terapia, torna-se numa poderosa arma de distracção contra... a dor crónica. Por exemplo, nos casos de artrite reumatóide, pode ajudar a prolongar no tempo o aparecimento das deformações nas mãos. Ajuda quem padece a relaxar e a melhor controlar a dor. 

Óptima ajuda para fumadores e pode ser usada na terapia da anorexia nervosa. Assim como quem sofre de depressão.

O tricot ajuda a motivar as pessoas a se conectarem com o mundo, quer seja ele físico ou digital. Ao juntar-se a um grupo de tricotadeiras, a actividade solitária torna-se social. A entreajuda permite que se quebrem as barreiras da baixa auto-estima. As pessoas deixam de se sentir sozinhas e experienciam a sensação de felicidade (novamente a serotonina). Aumenta o contacto social melhora a comunicação com outras pessoas.

Sabiam que o movimento rítmico dos nossos olhos quando fazemos tricot, quando feito todos os dias.... pode aumentar a nossa memória em 10%. Agora pensem ao fim de vários anos...

 

Há lá terapia mais barata e relaxante?!

Eu já comecei!

CIMG7773.JPG

Há coisa de umas duas semanas atrás, vi num grupo de tricot no facebook um casaco. Lindo... lindo.... e trazia umas breves explicações. Para experts no assunto, o dito é feito com um pé às costas. 

Pois... até parece...

E começavam por explicar que se iniciava o dito casaco pela gola, uma tira com cerca de 1,60 cm de comprimento em malha liga. Até aqui tudo bem. Seguidamente passava-se ao corpo do casaco. Feito a partir da gola. Aaaaahhhhh.... que engraçadas....

Puxavam-se as malhas ao longo da tira e tricotava-se usando o esquema rosinhas de Portugal.

Rosinhas de Portugal?!


CIMG7772.JPG

Mas afinal quem não sabe o que são rosinhas de Portugal?!

Quem faz a pergunta... por exemplo...

Nada que o google não ensine... aqui

 

CIMG7770.JPG

Fez sábado passado oito dias que comecei... com lã que cá tinha em casa, ainda que mais fina do que a usada no caso delas, mas o resultado fica parecido.

Vou bem lançada...

Já fiz a gola, puxei as malhas e comecei a fazer as rosinhas... de Portugal. 

Ó pra mim quase... quase uma pró no assunto!

 

 

 

As minhas primeiras agulhas.... em tricot

Sabem quais foram as minhas primeiras agulhas de tricot?

Claro que não. Não têm como saber.. ainda não vos contei...

 

Hã... devem ter sido umas que a mãe dela ou avó tinha lá para casa...estarão a pensar...

Não, não foram as da minha mãe que ela usava para me fazer os casaquinhos e vestidos na altura, nem da minha avó que tinha jeito para outras artes e não esta.

E também não foram compradas de propósito.

Não me foram emprestadas por uma amiga ou vizinha...

 

Foram feitas a partir de...

 

2 paus de amoreira...

 

É verdade!

De dois raminhos de amoreira branca. Duma árvore que em tempos existiu no quintal da casa dos meus avós.

 

Era miúda e cada vez que apanhava a minha mãe, de volta do tricot ou do crochet, lá andava eu de roda dela.

Sempre ao pé... quando não enfiava a cabeça em cima do trabalho, para "ver" melhor!... Curiosa para perceber como era possível, que com uma ou duas agulhas e um novelo, saíssem das mãos dela os casacos ou vestidos que tão bem me assentavam.

E pedia-lhe, ou melhor, deixava-lhe a cabeça em água de tanto pedinchar para que me explica-se e me deixa-se também fazer.

 

Coitada da minha mãe... 

 

Sempre receosa, visto que as agulhas eram de metal e pontiagudas, facilmente me podia magoar. Acabava por desistir de tanto se enganar nos pontos... Sim era uma pestinha!!!

 

Alguma solução tinha que ser arranjada para serenar a minha curiosidade. E do que ela se lembrou?

 

No quintal dos avós existia uma frondosa amoreira. Conhecida nas redondezas por ser o local ideal para se pedir as folhas que serviam de "dieta" para os bichinhos da seda. Também os tive... eu e quase todos os da escola primária no final da rua...

 

 

Escolheu dois ramos, da dita amoreira. Procurou... procurou... encontrar os mais perfeitos possíveis, o que é difícil, pois como sabemos os ramos não são direitos nem lisos. Mas lá encontrou uns que davam para brincar ao tricot. Finos e sem nós, e cortou, tirou-lhes a casca, tentou alisar e depois...

 

... juntamente com um resto de lã que tinha sobrado dum casaco, fez um novelo e ofereceu-me juntamente com as agulhas.

 

As minhas primeiras agulhas!...

 

Uaaauuuu!!!!

Finalmente tinha chegado a minha hora. Era desta que ia aprender a tricotar.

Iria fazer parte do clube das meninas que sabem tricotar!

 

E com elas aprendi os primeiros passos em tricot. Como montar as malhas na agulha. A diferença entre ponto tricot e o ponto meia. As laçadas, os aumentos e remates.

 

Com o novelinho amarelo e as minhas duas novas agulhas... difíceis de trabalhar como tudo... consegui fazer uma camisola para a minha Barbie. Quer dizer... camisolão!!! Com direito a gola alta e tudo!

 

O tempo passou... e levou-me naturalmente, as agulhas.

 

Agora, para além das minhas próprias agulhas que compro, uso as que a minha mãe costumava fazer os casacos. Diz-me que já não tem paciência...

Sempre que tenho dúvidas... lá recorro à minha tricopédia... diga-se de passagem, que acontece com uma rotina que até a assusta!

O pior é quando ela também não sabe... Aí é que se me dá cá um nó no cérebro...

 

Hoje em dia, pouco ou quase nada faço em tricot apesar de gostar e muito.

Pontos simples como aqueles que se podem fazer nos cachecóis ou para mantas, esses são a minha praia... Agora pontos complicados com mais de duas agulhas, com várias cores ao mesmo tempo...

 

Esses começo... páro... desmancho... recomeço.... páro... não acabo... fica para uma próxima...

 

É como as camisolas... as frentes e as costas tudo bem... agora as mangas sejam elas compridas ou meia cava... ai que aflição...

 

Mas não sou de aceitar facilmente uma derrota, sem dar luta!

Voltei ao ataque!

 

20161110_133654.jpg

 

Comecei neste domingo, no mesmo dia que cá chegou a Ritinha. Deve ter sido dos nervos. Deu-me para isto....

 

Até que já está adiantada...

Vamos lá ver se é desta que consigo fazer a camisola até ao fim. Como é um modelo relativamente simples...

 

 

Para verem como sou demorada, até escolhi uma linha para meia estação. Já a pensar no tempo de deverei levar a acabá-la! 

Amigurumis #2

 

 

Continuo sem saber fazer...

Também ainda nada fiz para começar. 

Já aqui abordei o assunto como que... a ver se é desta que começo a praticar.... PARA REVER

E nada...

 

Mas depois de ver 

265896b88daffd2387c80cc6c45c7132.jpg

E imaginar colocá-los na porta do frigorífico... 

5c3c8afb87e3969d372276aca84b841b.jpg

 

Não sei não...

Se calhar....

... quem sabe não é desta que começo a fazer algum! É que são tão giiiiiiiros!!!

Óh pra mim a aparvalhar!!!

Será que estou em Londres?

 

Adoro estes dias de nevoeiro.

 

Logo de manhã ao acordar, uma das primeiras coisas que faço é abrir a janela. E qual a surpresa?

NEVOEIRO.... tudo cerrado mal se via um palmo à frente do nariz...

Hoje promete!

E o cheirinho a maresia misturado com o nevoeiro.... uiiiii....

Por momentos a minha imaginação leva-me até Londres do início do século passado, na altura da revolução industrial... em que as ruas estavam repletas de nevoeiro, proveniente das fábricas de conversão da madeira em carvão... tal estava cerrado o dia...

Mas como estamos em Portugal...

Não dizem que D. Sebastião regressaria num dia de nevoeiro?

20161020_165027.jpg

ao fim dum dia inteiro....

alturas em que esteve bem cerrado....

20161020_164916.jpg

20161020_172316.jpg

e nada...

cadê ele?????

Bom, já que não temos um D. Sebastião vindo das brumas...

Alguma coisa tem que se fazer enquanto se espera...

... vai-se experimentando modelos para um cachecol!

E por falar em trabalho... agora o que vinha mesmo a calhar era um chazinho... e  uns bolinhos...

20161020_162755.jpgE como o chá não está feito e os croissants do careca nem vê-los.... 

D. Sebastião continua sem aparecer...

Oh... vida de pobre!!!

ai crochet... crochet

Hoje só para variar...

No ano passado, deve ter sido por esta altura - Setembro/Outubro - comprei uma série de novelos numa "lojinha do chinês"! Baratos, macios e dão depois de trabalhados para lavar na máquina... opá, estas oportunidades não se deixam escapar... e lá foram 5 novelitos a caminho de casa!

Em relação à cor não havia já muito para escolher, mas também a ideia é para os meus gatos... na vez de se alaparem em cima dos sofás e das cadeiras, se aconchegarem numa manta... sempre ficam mais quentinhos, quem é amiga, quem é?! 

Até aqui tudo bem, agora vinha a parte mais delicada... a busca dum modelo que se adapta-se aos meus vastíssimos, quero dizer poucos, conhecimentos sobre o crochet... ai... ai...

CIMG7457 (2).jpg

Experimenta para aqui este... nã... experimenta aquele outro super giro... esquece, não percebo o modelo... mais uma volta mais uma tentativa e... ok... desisto....Caiu no esquecimento... novelos arrumados num saco dentro dum armário...

Mais valia comprar uma já feita daquelas polares baratinhas... devem estar a pensar... pois... já têm...  E quando a vontade de dar ao dedo é grande e o tempo é pouco e não dá para pintar, a vingança é no crochet... 

Mas o azar ou sorte, é de vez em quando ter que se abrir o dito armário e lá estava o saco... Nova busca por esquemas, até que se fez luz e encontro um video, com passo-a-passo... agora sim... não há que falhar... e lá começei eu...

CIMG7468 (2).jpgQuadrado a quadrado vão-se conjugando as cores e a manta vai crescendo... 

Mais uns que ainda me faltam, depois rematar, passar a ferro e manta pronta para o primeiro gato(as) a chegar ao sofá!...

Para quem quiser experimentar - aqui

CIMG7459 (2).jpg

 

 

 

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