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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

A voz da consciência...

 

... é tramada.

Novamente segunda-feira... vésperas de Santo António e estou a trabalhar... Epá não é justo...

Descansa.... Certamente que não és a única.

Em Lisboa e arredores... Apesar de parecer que houve uma certa conspiração e por esta altura, metade da redondeza tenha tirado os dias e ido de férias... Certamente existirão mais como tu... Aqueles que não puderam fazer ponte ou tirar dias de férias... ahahahahah

Só me parece...

Está um fantástico dia de sol, não está? E continuo aqui? Atrás do computador, de volta de mails, cartas, ofícios, agendas, telefonemas, marcações de reuniões?

Então? Larga tudo.... Vai-te embora... Tosse.... diz que estás constipada...

Olha que vontade não falta...

Vai dizer isso ao teu chefe... vai... E vais ver a pilha de mails para responder que levas logo a seguir... só para saíres mais cedo.... ahahahahahah

Oiço uns barulhos de fundo... que de início me parecem esquisitos, mas depois de afinar o ouvido, percebo que vêm lá longe, da praia...

Alguém se diverte.... E estás cá com uma inveja de todo o tamanho? Sentes ganas de sair porta fora, atravessar a estrada, correr atrás do som e também tu ir molhar os pés na praia. Querias não querias?

Pois... pois...

Esquece...

Estás a trabalhar. Não te pagam para delírios...

Volta já para o documento que estás a digitalizar...

Ai e os casamentos?!

Já foram... nem pela televisão pudeste assistir... não tinhas lá ninguém.

Restam-me as marchas...

Marchas?

É sempre a mesma coisa... todos os anos.... É vira o disco e toca o mesmo... Vais mas é dormir que o teu mal é sono.... Vai... vai...

Arraial?!... Isso sim, é que vale a pena. Festa! Gente. Diversão, Boa música!

É a sardinha assada...  o cheiro da febra acabada de ir para a grelha...

A música pimba querias tu dizer... Febra? Coiro queres tu dizer... Que é o que te levam por uma sardinha mal assada, num naco de pão rijo como c**** ... Queres um lugar sentado? Puxa uma cadeira e assenta-te no chão...

Esquece... má memória.... 

E o manjerico?.... Que nos adoça o ar e nos faz piscar o olho aquele borracho que por nós passa?...

 

Com o cheiro do manjerico

Espero arranjar um rapaz rico

Vou pedir ajuda a Santo António

Para que ele seja bonito

                                  

Qual manjerico?

Aquele que te nasceu no meio da calçada?

CIMG8179.JPG

 

Vais longe... vais....

Não querias mais nada... pois não?

Ooohhhhh valha-me o Santo Antoninho....

 

 

Santo António, Santo António!

Que bonito que tu és

Vou-te comprar um manjerico

E vou pô-lo a teus pés

 

 

É melhor comprares um é...

De que estás à espera? Atende o telefone....

 

 

 

A sério? É que já não há paciência...

Sabem aqueles dias em que nos sentimos frustrados connosco e com a vida que levamos? Vá lá... acontece a todos, com maior ou menor regularidade. Maior ou menor intensidade... mas eles surgem. Às vezes do nada e tantas vezes sem que consigamos controlar. Aparecem como que cogumelos... Dias em que a nossa mente é povoada por pensamentos... menos ortodoxos, diria! Reflexo dos nossos medos, indecisões, inércia e estupidez alheia. Alguns pensamentos depressivos, que nos agarram e nos tornam incapacitados do nosso progresso. Assim estou hoje... com a mente cheia de pensamentos... não derrotistas mas desafiadores da minha capacidade de relevar as situações... Talvez reflexo de uma noite mal dormida? Problemas? Quem não os tem. Mas esses por norma, dou-lhes a importância que merecem. Se for eu a causadora do problema, ou melhor, se partirem da minha perspectiva, só tenho um remédio, abstrair-me e encontrar a solução. Agora o mal é quando não somos nós que os criamos... Esses são mais difíceis de gerir. Outras variáveis vêm ao de cima. Cansada... Ausente... Saturada... Exausta de ver os mesmos rostos, as mesmas pessoas todos os dias. As mesmas mesquinhices e patetices. Da inércia que me rodeia e da qual nada posso fazer para me ver livre... Sentir que onde estou não evoluo... E apodera-se uma vontade inexplicável, nestas alturas de largar tudo e partir. Sentir que estou, onde estou, mas não estou. Sem vontade de estar ou permanecer. O que me prende é mais forte do que o que me liberta. Libertar-me das amarras que sinto me prenderem... Presa. Quero sair... partir... sentir-me realizada. Tudo me aborrece, irrita, cansa-me, chateia-me. Estou farta. Não transparecer aos outros é tão difícil... Afinal, não têm culpa do nosso súbito mal humor. Mais fácil é explodir e vernacular meia dúzia de piiis e de mandar tudo para o ca... à cucaracha... Escolheram mal o dia... para me pedirem como se faz uma impressão de uma página da net... A sério? Ao fim de tantos anos e ainda não sabem? Para que lhes pagam afinal? Eu disse que tinha vontade de espernear... mas não o fiz. Vontade confesso que não faltou ou falta, dadas são as vezes que isto acontece. Acham-me com cara de quê? Informática? Não sou... bem pelo contrário... Um Google com duas pernas??? É que já não há paciência... Foi mais assim que reagi... reago e reagirei... Um sorriso... camuflado de n barbaridades. Alarvidades ditas mentalmente que nos cansam no final do dia.

É hoje....é hoje que me sai o euromilhões!

 

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É hoje.... Tenho fé....

 

Já registei o boletim... Já larguei os 2.50€. Esses já saíram-me do bolso...

É hoje que me vai sair o Euromilhões!

 

Sinto-me como nunca, preparada para a árdua tarefa que é esbanjar o carcanhol... Ele vai ser um árduo fim de semana.

Sim!

De ressaca, após nos sair o primeiro prémio, deve ser cá uma canseira... Ele é a directa... após n beliscões e confirmações na  tv, na net, pelo telefone, no mapa astral, nas cartas da Maya...

Nada de abrir aquela garrafa de champanhe que está guardada. Pulos e gritos contidos. Só para dentro. Os vizinhos de porta controlam tudo. Sabem quando são os nossos aniversários, da família, do gato, do periquito... tudo....

Depois é tentar, ao máximo, manter as aparências quando se for encher a pança nas almoçaradas tardias, nas casas dos amigos. Não convém nada que saibam que nos saiu o prémio. Mesmo que nos perguntem do porquê das olheiras até ao chão. Bico calado... Nem pio... Mesmo sob a ameaça... Eu conheço-te como ninguém...

Manter a normal rotina dos passeios, praia, cinema, esplanadas e mais jantaradas que terminam a altas horas da madrugada... para a vizinhança não estranhar... 

Logo essa... dos prédios vizinhos... está sempre um mirone à espreita, com o seu caderninho secreto a apontar as entradas e saídas...

Depois, na volta ao trabalho.... na segunda feira.... Nada de mostrar um sorriso de marca dentífrica, para os colegas não estranharem... Chega o chefe e com cara de zombies marcar férias prolongadas... devido ao cansaço... ele não estranhará...

 

Era não era...

 

WRONG....

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Aposto que mais depressa acerto em cheio, ou melhor, contra a pilha de roupa que tenho à espera para passar a ferro do que me sai o mega jackpot logo à noite do Euromilhões...

 

Heeeeellllpppppp....

 

 

A partir de amanhã, aos sábados irei partilhar convosco uma nova rubrica. Intitulada As receitas da mãe. Basicamente serão algumas receitas feitas pela minha querida mãe! Porque o faço? Acredito que o que é bom merece ser partilhado! 

 

Acredito que vão gostar. 

 

Bom fim de semana!

Ou até um dia... 

Se me sair o Euromilhões!

Muuuaah ahah ahah  

Não me enbergonhem mais... please....

 

That awkward moment

when your parents don't

aprecciate the hilarious

child they were 

blessed with...

 

 

E é nestas alturas que gostava de ter um cão...

Poder ir para baixo da mesa, fazer-lhe companhia e roer também eu um osso! Ou assim fingir e camuflar a minha presença a modos de poder fugir ao tema invariável da conversa. Daquelas que se têm quando estamos todos reunidos à mesa... As mesmas conversas que são como as cerejas... Uma leva a outra e a outra e acaba sempre no mesmo assunto...

Não percebem porquê? Cá vai...

 

Ai as dores de cabeça que esta miúda me deu quando era pequena. E daquela vez que fomos parar ao hospital com ela por causa da... 

Estava tudo a correr tão bem... Tinha que ser a mim que a rifa saía. Rifa... O que me saiu foi mesmo a fava...

 

Quando somos pequenos, catraios.... Epá até que gosto desta palavra! Todos sem excepção fazemos asneiras. Aos olhos dos pais são autênticas desgraças, calamidades que põem em risco a continuidade do mundo tal e qual como o conhecem.

Só drama...

Aos nossos olhos, ou melhor dizendo na nossa perspectiva... Não são mais do que verdadeiras epopeias! Aventuras na descoberta de um mundo novo. Invariavelmente muitas delas terminam com umas valentes medalhas. E se eu ganhei umas quantas! 

Medalhas... eheheheheh...

Arranhões, esfoladelas ou na pior das hipóteses umas pernas ou braços partidos para mais tarde impressionar os rapazes... E depois ser motivo de vergonha e passarmos o resto da vida a tentar esconder as mazelas das batalhas...

 

Como daquela vez, era eu pequenita e parti a cabeça! Quando fui de encontro a uma parede lateral do prédio, onde na altura vivia... 

Có coró có cóóóó.... E o galo cantou!!!

Só não foi às quatro da madrugada... Mas que devo ter visto estrelas... devo. Ou seria por ser de noite?

Que culpa tenho eu, se de repente apareceu uma parede à minha frente? Mesmo naquela altura em que estava a fugir a um perigoso pirata? Ela não estava lá antes! Será que ninguém percebe????!!!!

Andávamos todos a jogar à apanhada... isto, quando não tropeçávamos nos nossos próprios pés e esbarrávamos uns contra os outros...contra o chão... parede... enfim... 

Anos mais tarde fiquei a saber...

 

...que pus o prédio todo em alerta ao som do choro...

 

Do meu, claro!

Consta que foi mais um berreiro desenfreado... enquanto subíamos pelas escadas até ao último andar... palavras de uma vizinha da altura... O que se calhar ela queria dizer era... Se fosse comigo levavas cá uma palmada e calavas-te logo...

Vergonha, muita vergonha... ou talvez não! Pensando bem...

Mas o que estavam todos à espera?... Acordei-vos do soninho de beleza??? Vieram todos à porta ver o que se passava? E não tinham os telemóveis à mão, para registar o tão irritante momento?... Porque ainda não existiam? Temos pena...

Experimentassem... passar pelo mesmo e depois diziam-me como é...

Ainda em choque com a queda, ganhar um ganda galo, por sinal sangrento e ficar a saber que ia ser cosida, a sangue frio... 3 ou mais pontos (?). Por um vizinho enfermeiro de profissão.... na sua própria casa... Sabe lá Deus com que instrumentos de tortura medievais... uuuhhhhh crreeeepyyyyyy....

E só depois ir ao hospital...

É dose... 

Ainda hoje, passados tantos anos é tema, recorrente de conversa, de reunião familiar ao fim de semana!

Prontos... tá dito...

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Percebem agora do porquê de a meio de certas conversas à volta da mesa, uma pessoa querer se esquivar devagarinho... para debaixo da mesa à procura do guardanapo ou de um qualquer talher que acidentalmente caiu?

Mas o título deste post era para não me envergonharem mais? E agora? Publico e toda a gente sabe...

 

 

nota:

Caso estejam preocupados com a parede, essa não sofreu qualquer dano! Nem na pintura! Pelo que não houve despesas extras com e para o condomínio!

Agora... em relação ao que resultou do chocalhar dos neurónios cá da je...

Essa é outra história...

 

 

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