Estamos em pré-época natalícia e as lojas já começaram a enfeitar as suas montras com as decorações alusivas ao Natal... Com sugestões para todos os gostos e algumas carteiras...
Mas e se as lembranças deste ano fossem feitas em casa?!... Para quem começa agora a pensar no que oferecer à filha de XP, aos primos BB, à irmã SX...
Que tal aproveitar aqueles bocadinhos de tempo que nos restam ao final do dia... enquanto se vê a série ou a telenovela preferida?!
Basta termos um olho na televisão e outro nas linhas, nos papéis, no algodão nas colas, nas agulhas...
??? agulhas, linhas, colas para...??? O feltro!
Sim, o feltro. E podem-se fazer tantas coisas giras!
Basta ser um material simples, barato e de várias cores, adaptável a vários projectos que quase é impossível não escolhermos um, mesmo ao nosso jeito, ou falta dele!
E assim, oferecer uma lembrança feita por nós a pensar em quem vamos oferecer!
Como já tinha referido existem projectos para todos os gostos e, as n sugestões dão tanto para os mais pequenos como para os mais crescidos.
Também sei que quando se pensa em feltro, vem logo associada a ideia de coser. Coser um botão todos sabemos, bem ou mal desde que fique pregado à roupa é o que interessa.
Às vezes.... não é preciso coser... Usa-se a cola quente. Esta é outra das vantagem em se usar o feltro, Não são necessários grandes dotes na costura. Isso e se não se não se tiver uma máquina.
Dica para ter os headphones sempre arrumadinhos Passo a passo e outras sugestões aqui.
É certo que não dá para todos os projectos, mas para alguns dá para remediar.
Capas para telemóvel , tão úteis e personalizadas ao gosto de cada um
Então e que materiais são precisos?
Feltro
Agulha e linhas mouliné para coser
Algodão para dar enchimento à peça, caso leve.
Tesoura
Papel com os moldes, que podem ser retirados da net
cola quente
Botões, flores, contas, fitas, alfinete de peito, etc... vai depender de cada projecto
Parece que custa, mas uma vez começado... não se consegue parar!
E se for feito em casa, ainda melhor. Pelo que lá andei eu de volta das farinhas, dos ovos e do forno.
Uma das minhas sobremesas preferidas é sem dúvida a tarte de amêndoa! Atenção... Muita atenção... só depois das que levam... ou melhor, abusam do chocolate... preto. É claro!
Mas esta não se trata de uma tarte de amêndoa qualquer... esta tem um segredo!
Huuummmm... que cheirinho bom que ficou pela casa...
Como a pressa em comer era maior que a paciência em tirar as fotos....
Foi isto que se arranjou!
Por telemóvel... sem efeitos.... mas muito saborosa!
Cá vai a receita!
Ingredientes
1 base de massa quebrada de compra
1 doce - compota a gosto
80g de açúcar
80g de manteiga derretida
2 ovos
1 colher de sopa de farinha de trigo (usei a Branca de Neve super-fina - pacote vermelho)
100g de amêndoa moída
80g de amêndoa laminada
Preparação
Ligar previamente o forno a 180º/200º. Ter em conta que a preparação é rápida, convém que ele esteja pré-aquecido uns 10 minutos antes de se colocar a tarte.
Forra-se uma forma tarteira de fundo amovível, com a base da massa quebrada. Pica-se o fundo com um garfo.
Numa tigela, batem-se o açúcar e a manteiga. Optei por usar aquela margarina própria para bolos da Becel que já vem líquida. Bate-se até se obter uma mistura homogénea e esbranquiçada.
Junta-se, de seguida os ovos, um de cada vez e batendo bem.
Adiciona-se a farinha de trigo e a amêndoa moída. Misturar para não criar grumos.
Agora vem a parte do segredo...
O doce é colocado no fundo da tarteira e espalha-se bem. E por cima deste, coloca-se a mistura anterior, a dos ovos e farinha.
Espalha-se a amêndoa laminada por cima.
Vai ao forno durante aproximadamente 40 minutos. No meu, levou menos tempo. Convém fazer o teste do palito antes de se retirar do forno.
Uma vez pronto, retira-se e deixa-se arrefecer.
Colocar um pouco de açúcar em pó por cima da tarte e servir.
Dependendo da largura e altura da vossa tarteira, a fatia pode ficar com mais altura. Mais pequena, fatias mais altas.
A minha é larga e baixa pelo que tive de recortar a massa excedente.
Também podem usar, em vez de massa quebrada, massa areada.
Já me esquecia, o doce que usei...
Foi... doce de gila!
Até parece que se estava a comer... uma fatia de toucinho do céu!
Foi muito ponderada a decisão de trazermos a Ritinha para a nossa casa.
Os gatos como é sabido são animais territoriais e os meus não são excepção. Sendo adultos, corria-se o risco dos que já cá estão serem intolerantes com a nova residente. Já vamos no quinto dia, e, tal até ao momento não tem acontecido.
A única que se tem mostrado menos receptiva é a Nikki. De vez em quando lá vai lançando uns olhares e umas assopradelas para manter a distância. A pimpolha deve achar que perdeu o lugar de princesa!
Os outros dois... são mais acolhedores.
A chegada a casa...
O primeiro impacto... visual... foi bastante positivo tirando a Nikki e as suas bufadelas! Os outros dois aproximaram-se e inteiraram-se em querer conhecer a "invasora". Muito receptiva, a gata foi-se roçando como em forma de... talvez querendo dizer... aceitam-me?
Momentos de excitação viveram-se em casa. Tanto nossos como dos gatos. O receio era muito. Ou não se corre-se o risco de andarem todos embrulhados numa luta sem fim. Tivemos somente o Jaqui a correr dum lado para o outro, como nas suas habituais maratonas corredor fora. Menos mal!
Fiquei bastante surpreendida, pela positiva, com a reacção deles.
Confesso que temia o pior.
Como não sabemos nada do passado da gata... somos tendenciosos a fabular e dar interpretações muito nossas (humanas) para justificar os seus atos. Tem-se mostrou-se reservada, cautelosa e um pouco receosa com o novo espaço (casa).
Como se tivesse medo de fazer algo de errado. Algo que fosse levá-la de volta para a rua.
Mantém-se sossegada ora na caminha, ora em cima da cama no quarto. Sem arranhar nada, sem que se ouça um miado disparatado, a não ser quando está com fome! O que é normal.. em todos...
Muito em parte, por talvez sentir que ainda não está totalmente integrada na grupeta.
Deve sentir-se o elo mais fraco, o elemento mais baixo na cadeia hierárquica da nova casa. É natural que assim seja. Com o tempo tudo se modificará, para melhor!
Até ao momento só sai do quarto para a cozinha e vice-versa. Mas parece-me que hoje já se aventurou e explorou mais um bocadinho da casa.
Num momento de mais calmaria, após as devidas apresentações, arranjou-se-lhe o poiso! Uma caminha e uma mantinha quentinha foi colocada provisoriamente na cozinha. Local onde, até ao deitar poderíamos melhor controlar a situação. Caso tivesse surgido algum desentendimento.
A primeira noite essa...
Dormiu no meu quarto... despejei residentes para fora. Coitados.
Queria que ela tivesse um lugar onde pudesse se sentir confortável e segura. E como o Jaqui, dos três foi o mais "simpático" não iria fazer diferença para ela sentir o seu odor no quarto, na roupa, nos cortinhados, nos móveis... enfim em todos os cantinhos do quarto. As outras duas preferem outros poisos para pernoitar...
Escusado será dizer que quase não preguei olho nessa noite. Ao contrário dela... dormiu o sono dos justos, como se costuma dizer. Talvez se sentindo confiante, ou... o mais certo terá mesmo sido o conforto do cobertor e das minhas pernas. Pois a desgraçada teve que dormir em cima de mim...
Tem comido como uma autêntica larva... sempre a enfardar.... O raio da gata mais parece ter um saco furado no estômago! Talvez tenha sido da fome que passou...
E por falar em comida... Hoje é dia de S. Martinho!
Tenho de ir...
... a braseira já está à minha espera.... só falta colocar as castanhas!