Home Sweet Home
Ah... se a nossa casa conta-se... A nossa história...
O que teria ela para nos contar? Que colecção de alegrias, cromos de tristeza teria para a troca com outras casas?
Huummm... quem sabe... talvez...
As paredes sem dúvida que partilhariam as nossas alegrias, assim como que timidamente falariam baixinho das nossas tristezas.
Os quartos esses rir-se-iam à despregada só de se lembrarem dos bons momentos partilhados em família ou com os amigos. Evitando ao máximo expressar as nossas lágrimas.
E as janelas? Essas portas dos nossos sonhos e esperanças... estariam sempre abertas para todas as novas possibilidades que surjam. E nunca, mas mesmo nunca expondo as nossas derrotas ou fracassos.
Já me esquecia....
E o sótão?... esse sem dúvida que seria a wikipédia da casa... a maior fonte de memórias e recordações do passado! Só das boas!
Oh! Ela conhece-nos tão bem....
Não há nada como a nossa casinha...
Quem melhor que a nossa casinha (entenda-se família/amigos) para nos conhecer como realmente somos.
Onde, mal se entra à porta podemos despir a capa que nos reveste, a mesma com a qual todos os dias nos apresentamos - representamos para os outros... como um actor numa peça de teatro.
Lar doce lar... onde verdadeiramente "desembrulhamos" a nossa alma...
Lar (s.m.)
é se sentir bem-vindo. lugar pra onde a gente
corre quando tudo fica mal. lugar de maior
segurança do mundo. refúgio. nosso. possível
de ser compartilhado com outras pessoas
melhor quando compartilhado, é se sentir
parte de algo. pertencer.
o mochileiro é aquele que fez do mundo inteiro o
próprio lar.
João Doederlein


