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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Nunca se está parado...

Neste caso... parada!

 

Tenho colegas e amigas que se queixam de que não têm tempo para nada. Sentem-se cansadas, velhas... gastas... Ninguém lhes tira a razão e a justiça com que o dizem... principalmente quando se trata de arranjar um tempinhos para elas próprias...

Amargas, zangadas com a vida. Infelizes com a forma como as suas vidas são rotineiras... Ele é o trabalho, os filhos, a casa, as compras, o cão, o papagaio, o vizinho, o...

Queixam-se de já não terem tempo para o ginásio, para o cabeleireiro, para sexo... E é com nostalgia e saudades que falam dos tempos sem preocupações. Em que tudo era mais simples. Do quanto precisam de voltar sentirem-se vivas...

Quase parece que estão a viver uma crise existencial? A da meia idade? Mas não.... 

 

Pondo-me a pensar cá com os meus botões...

Bom... devo ser uma privilegiada!

Aí de mim dizer-lhes de caras isto. Ainda me comiam viva. Há que se ser solidária, mesmo que se pense que se calhar.... um pouco mais de amadurecimento não lhes fazia falta... mas enfim... cada um é como é e leva o seu tempo! Com isto quero deixar claro que não me estou a achar melhor do que ninguém. Era só o que mais me faltava...

A crise da meia idade....

Essa... ufa... ainda me faltam anooossss para lá chegar...

É engraçado... tenho amigas e colegas em diferentes épocas geracionais. E é nas gerações mais novas, onde me incluo, que reparo que é quem mais se queixa. Ao contrário das mais velhas, que, talvez por já terem à muito ultrapassado esta, diria, fase de pré crise de meia idade... olhem agora para a vida com outros olhos, com outro saber.... a tal experiência por quem já passou pelo mesmo e agora, sabe como aproveitar a vida.

Também é verdade que não tenho filhos. Tenho gatos. Bem sei que não se pode comparar os filhos aos animais de estimação. São amores diferentes e não é isso que está em causa. Mas ambos ocupam-nos o tempo. Seja ele lúdico, educacional ou pior... quando adoecem. Aí é que são as dores de cabeça! 

Trabalho num escritório, que me ocupa grande parte do meu dia. E se às vezes, como todos sabemos fazem-se horas extraordinárias. Não há cá picar o ponto e assim que chegue a hora... casa. Alturas há, trabalhos surgem que nos consomem horas para além das previstas.

E mesmo assim, ainda juntando à equação as naturais tarefas de casa e familiares... 

Consigo ter tempo para tudo... ou quase tudo. Se assim me propuser!

IMG_20180119_142245.jpg

Talvez seja da minha natureza gostar de ter as coisas planeadas com antecedência e organizadas. 

Sem correrias, sem stresses, sem má disposição, sem autoritarismos... tudo se faz. Pode levar o seu tempo. Às vezes, mais do que o inicialmente previsto. Mas tudo se faz!

Há tempo para tudo!

É claro que os imprevistos surgem, como é óbvio.

Olha... devia ser diferente dos outros? A forma como talvez os encare é que, não sendo diferente é mais na base da relevância que merecem da minha parte...

Tal está!... Se dependesse de nós não existiriam. Mas assim também não deixaríamos espaço para a vida nos surpreender. Ou não é?! 

IMG_20180119_141914.jpg

Nos meus curtos tempos... livres... 

Nunca estou parada!

Olhem que às vezes são bem escassos. Quase que os deixo escapar por entre os dedos. Mesmo cansada, sem vontade para mais nada. Em que só apetece a cama... Ainda assim... 

O pouco que sobrou... tento aproveitar ao máximo.

Podem ser meros minutos ao final do dia. Mas são aqueles minutos prazerosos que nos ajudam a descontrair, a descomprimir das amarguras, dos contratempos do dia... da vida.

Pode ser a leitura dum livro, a companhia do nosso parceiro, de um dos nossos filhos... ou animal de estimação. Quiçá, como no meu caso, pintar ou voltar a pegar nas agulhas fininhas quase transparentes, numa linha e juntar as minúsculas missangas. 

Uma por uma...

Até se chegar à meta... ao que no final se tornaram num par de brincos.

E sinto-me feliz!

 

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