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Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

Loulou

"To live a creative life, we must lose our fear of being wrong"

A vida é feita de...

.... momentos coleccionáveis...

 

Ontem...

Mudei novamente a foto do perfil que tenho aqui no blog. Pû-la igual à que tenho no instagram e no Blogs Portugal e no Pinterest e...

Confesso que estava farta e desagradada com a que estava. Não me identificava. De todo. Foi uma daquelas tentativas furadas de quem não tem muita experiência com computers...

Certo é que esta ainda não é a definitiva.

... mais parece que nunca estou satisfeita...

E é verdade! Nunca nos devemos conformar se não gostamos de algo.  E como nada na vida é definitivo, de que estava eu à espera para mudar?! 

Bom... para já serve!

 

Quando a saudade apertar... basta fechar os olhos para reviver um bom momento...

 

Dizem que a vida é feita de mudanças! E que nelas estão impressas momentos, escolhas, instantes que podem para sempre alterar o rumo, a trajectória até aí definida para a nossa vida. Umas passam-nos despercebidas, outras nem tanto, mas todas servem de aprendizagem...

Este foi um desenho... começado num momento mais complicado... quem quiser pode ler aqui - Um livro de receitas...

Ainda não comecei a passar as receitas de família para este novo livro. Ainda não dei esse passo. 

Mas tanto a capa como o marcador já estão prontos! 

IMG_20180430_182241.jpg

 

E este é mais um para a minha colecção!

 

A  vida é uma tela em branco, dizem... E com razão! Nela marcamos a cor, outras a preto e branco tudo aquilo que virá a ser a nossa estória...

Uns capítulos... muito negros... piores que outros, mas que não têm de definir o final da história!

 

Passo-a passo - pintura acrílica sobre papel. E uns retoques a lápis!

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IMG_20180428_184839.jpg

 

 

work in progress...

Ou como quem diz...

Art washes away

from the soul

the dust

of everyday life

                                                                                                                              Pablo Picasso

 

Devagar... devagarinho...  

Cor sobre cor... 

Ai se há dias que o que mais me apetece é mandar tudo à m***... então estes últimos têm sido pródigos nessa vontade. Mas esses hipotéticos e breves momentos de satisfação têm de ser refreados... sob pena de a seguir nos arrependermos do que dissemos. Há que levar em conta se não temos em vista outra alternativa laboral...

 

Há medida que os desenhos ganham cor...

... assim eu vou "expurgando" a minha alma! Das amargura, desatinos, maledicências alheias, empecilhos e um rol de absurdos alheios à minha pessoa... ou será que os ando a atrair?

Se bem te lembras, durante o teu curso... uma das primeiras coisas que aprendeste foi que ...

Os maus pensamentos levam ao surgimento de doenças.

Pensamentos como os de inferioridade, de tristeza, de sofrimento, de inveja, de raiva e por aí fora, conseguem alterar a nossa química celular... o nosso ADN... e levar ao surgimento de doenças graves como o cancro e algumas auto-imunes...

Sabendo isto...

Porque continuo a levar "a peito" reacções de pessoas que... coitadas... ainda não perceberam o mal que fazem não só aos outros, mas principalmente a elas próprias?

Porquê? 

Não era já mais que altura de saber relevar as situações?...

E porque não o faço.... raios?!

 

Pinta aqui... agora pinta acolá...

Calma...

És mais forte do que elas. Afinal, não tens culpa nenhuma de que elas sejam assim... mesquinhas, pequeninas... e não és tu que as vais educar ou mudar. Se os paizinhos não o fizeram, sabes bem que não podes ser tu a fazê-lo...

Quanto muito... o melhor que tens a fazer é ignorar...

Olha como no reality show... aprende a "ignorar o óbvio". A não alimentar a bola de neve. A não dar troco... Deixa-as falar sozinhas... para a parede de preferência. Faz-te de morta, de tonta, de sonsa e alheada da realidade... Mesmo quando a vontade é de lhes esfregar na cara... dizer... uma meia dúzia de verdades. 

Calma, não levantes a voz... não tens culpa de que pensem que ao fazerem-no, sintam que têm mais poder sobre ti. Tal só revela a falta de educação... 

Não deixes que nada invada a tua "bolha", como a prof. de psicologia dizia... ou qualquer coisa assim do género...

Deixa o tempo correr...

 

Mais uns toques aqui, outros acolá e já começo a gostar de como o desenho está a ficar...

Amanhã vai ser melhor!

Amanhã? É daqui a muito tempo...

É agora que tem de ser melhor!

Se voltares estar na berlinda....  voltares a sair na rifa...  

Lembra-te... Há quem diga que o karma é lixado... cá se fazem... cá se pagam!

Mandas-as ir...

Vai dar uma volta ao bilhar grande!

 

IMG_20180412_140539.jpgIMG_20180412_140452.jpg

pintura acrílica sobre papel

 

 

 

 

 

Um livro de receitas...

A vida continua....

Por muito que nos custe, ela segue em frente...

Ainda estamos todos muito abalados pela perda da Ritinha. Têm sido dias complicados de gerir. Escusado será dizer que a nossa Páscoa, este ano, passou-nos ao lado. Afinal... passaram-se quatro meses e treze dias a seguir à perda da Bia. E quando finalmente, nos começávamos a recompor, leva-se com um repetir de tudo... Ainda que por situações diferentes, a perda de um animal é sempre muito dolorosa. Principalmente quando, ainda estamos a acalentar a leve esperança de que se pode ainda fazer mais um qualquer tratamento e depois, mal não nos dá tempo para nos preparar para o inevitável.

Assaltam-nos à ideia pensamentos de revolta, de culpa, de raiva por não se conseguir fazer mais e melhor para ajudar, para dar qualidade de vida...

Será que merecemos isto? Porquê?! 

É difícil de expressar o que nos vai cá dentro. Por muito que digam... "era só um animal", o que de facto é verdade... mas para nós... trata-se de um membro da família. E como tal merece o nosso respeito, carinho e sobretudo amor. Sente-se as suas dores, as suas alegrias e tristezas e a sua perda como se de um ser humano se trata-se. Há pessoas que não compreendem esta dedicação aos animais, mas eu também não compreendo como se é capaz de se abandonar um pai/mãe idosos no hospital e desaparecer ou... abandonar um filho num qualquer lar ou pior... matá-lo...

Cada um nasce para o que nasce...

Resta-nos  acreditar que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e continuar a arranjar forças para ultrapassar esta fase. Forças essas que muitas das vezes nem sequer sabemos que as temos... 

Mas é assim... a vida por vezes dá-nos espinhos em vez de rosas...

O tempo há-de curar as feridas e o que agora é doloroso, lá mais para a frente espero que traga a doçura de uma boa recordação, dos momentos vividos com elas. Agora é altura de cuidar dos que ficam e ajudar a ultrapassar, mais uma vez... a perda de uma amiga...

 

Bom...

Preciso de espairecer... de mudar de assunto...

 A primavera...

A primavera chegou e com ela os dias mais longos e o calor que já se começa a sentir. Assim como as ditas limpezas primaveris. Nada como dar uma volta aos armários, lavar as roupas e as paredes bolorentas. Esvaziar gavetas, deitar fora (reciclar) o que está a mais...

Nestas minhas deambulações de juntar o útil ao agradável, neste caso, para me tentar distrair do que se passou... Uma das divisões atacadas foi a cozinha. E do que se pode deitar fora, renovar, mudar, limpar, etc... chegou finalmente a vez do caderno de receitas. Velhinho e muito escrito. Cheio de anotações, dicas e conselhos que se vai colhendo aqui e acolá... Com folhas soltas para um lado, outras coladas para outro... Sempre usado de forma provisória.

É engraçado... Até um velho e usado caderno onde se apontam receitas pode contar parte da nossa história. Ou não estivessem lá  escritas todas as mais doces e saborosas receitas que nos transportam para momentos de partilha de sabores à volta de uma mesa.

Já era mais que a altura para a sua mudança. Nada  que já não anda-se a ser marinado à já algum tempo... muito a propósito...

Então...

Se ia começar um caderno novo de receitas, também teria de ter um marcador de livros à sua altura. E inspirada nas criações de Lisa Krasnova...

... saiu-me este marcador!

IMG_20180402_155543.jpgIMG_20180402_155559.jpg

pintura acrílica sobre papel

Mas...

Um caderno vulgar, de linhas só com um marcador bonito é pouco... 

Um caderno de receitas que se prese, merece uma capa, que o dignifique! Uma capa a sua altura! Ou não ficassem lá eternizadas, a caneta e papel, as receitas da família, as que se vão experimentando, gostando e querendo mais tarde repetir...

Vai daí...

Toca a pensar naquela que vai ser a capa do meu livro de receitas...

IMG_20180403_200323.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Terei uma alma vintage....

... ou será só uma fase?

Serão influências de... depois de se ter visitado uma loja de segunda-mão?

 

Vintage... estilo que nos remete aos anos de 1920 e até finais de 1960. Em que a sua época dourada, digo eu, terá sido nos anos 50 e 60 com o surgimento das pin-ups. Na qual a mulher era representada como clássica, feminina, com ar sempre sedutor mas ao mesmo tempo ingénuo e possuidora de um estilo retro.

Hoje em dia são inúmeros os estilistas influenciados por este estilo.

Aprecia-se a qualidade dos produtos, dando preferência a produtos artesanais, ou que na sua composição esteja matéria-prima de alta qualidade, a exclusividade das mesmas peças, o requinte e nunca esquecendo a história por detrás de cada objecto. A tal que nos faz sentir numa máquina do tempo e quase "reviver" vivências, sentimentos, cheiros doutros tempos.

Outra das características do estilo vintage, é o aspecto desgastado das peças com a tão característica aparência de usado, antigo ou pertencente a outra época longínqua. 

Nos dias de hoje... 

O vintage está muito associado às lojas de segunda-mão. Quer sejam as que apresentam roupa nova, mas marcadamente de época, quer sejam as que dão uma segunda chance à roupa usada, seja de uma determinada época ou não.

Nessas mesmas lojas encontram-se objectos, peças para todos os gostos e feitios. Temos é que perder um pouco de tempo e quem sabe?... Num piscar de olhos encontramos algo que nos enche a "menina" dos olhos!

Ah! Já me esquecia! E então as lojas de brinquedos, de vinhos, de carros, e as que nos trazem à luz dos nossos dias as velhinhas marcas portuguesas? Da loiça de Bordalo às conserveiras, passando pelas pastas de dentes e os sabonetes. 

Verdadeiras tentações!...

IMG_20180206_092759.jpg

Não que seja adepta do Vintage como estilo... de roupa.

Contudo, assim encontre uma peça que me pisque o olho, não me importo nada de a usar e dar-lhe uma segunda vida!

Ora...

Quem é que nunca foi ao armário da avó, mãe e encontrou verdadeiros tesouros que com jeitinho se adaptam tão bem aos nossos dias?

Mas gostar... gostar mesmo é de ver um padrão tão característico e marcante da época.... as bolinhas! Quer apareçam estampadas numa peça qualquer de vestuário, calçado ou até mesmo em peças decorativas.

E de apreciar a qualidade de uma boa peça e de saber que foram poucas que foram feitas e.... de adorar conhecer as histórias por detrás dos objectos, peças, brinquedos, vinhos. De também eu, ficar portadora e guardadora de pequenos fragmentos da história de quem teve essas peças.

Ups...

Se calhar sigo o estilo vintage e ainda não dei conta disso?

CIMG7834.JPG

O que é certo é que me deixei influenciar pelo espírito vintage e pegando numa ilustração de Leanne Ellis Art  e influenciada pelo seu aspecto retro...

Para além de ter uma caixinha em folha de madeira a precisar de ser pintada...

Peguei nas tintas e nos lápis de pastel e ataquei a caixa! Primeiro a tampa. 

E depois andei a fazer render o peixe... ou como quem diz...

Na altura ainda não sabia bem como dar volta à base da caixa. Da mesma cor da lateral do tampo? Com outra cor? Com motivos? E a coisa foi andando parada...

Mas as bolinhas brancas num vestido que tinha visto na loja vintage, como que me perseguiam... 

Tinham que aparecer umas bolinhas na caixa.... desse por onde desse... por dentro ou por fora... elas tinham que aparecer! 

resultado foi este!... 

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Será só mais uma caixa de enfeites de natal?

natal

"é pontual como ninguém, todo o ano, no

mesmo dia, é uma família reunida, é a

árvore enfeitada, mesmo que pequena,

mesmo que improvisada, é tirar as amarras

da rotina, é nascimento, é saber que nem

todo o natal tem ceia, e nem toda a ceia é farta,

é perceber que o maior presente é mais um

ano pra viver.

é momento de gratidão (imagina que louco seria

se essa gratidão durasse o ano todo?)"

                                                                                                                              João Doederlein

 

IMG_20171220_091856.jpg

Há um ano atrás, sobre uma típica dica para se reciclar caixas de madeira de guardar vinho.... escrevia qualquer coisa como isto...

A propósito, caso tenham a sorte de receber este ano, uma caixa deste tipo, em vez de a deitarem fora... lembrem-se que a podem reciclar, ou então... enviar para a je.... que desde já agradece! eheheheheh

 

Quando estiver finalizada, o mais certo é ir para debaixo da árvore. 

Afinal quem disse que as árvores de Natal também não têm direito ao seu presente? Não pode ser só guardar ciosamente os presentes para os outros e para ela nada.

Não pode ser.

Este ano, irá ter a sua prenda. Uma caixa para guardar as decorações que a enfeitam! Não queremos que apanhem pó e depois termos uma árvore de Natal com alergias e andar pela casa fora a espirrar. Pois não?!

IMG_20171220_091813.jpg

E nisto pus-me a pensar...

Uma caixinha para guardar os enfeites de Natal...

Ou será... que o mais correto é antes referir-me a ela como mais uma caixinha de recordações?

Sim! Talvez...

A caixa essa, não interessa o tamanho, a forma ou até mesmo o material. Tanto faz se é de papelão, de plástico, madeira ou noutro qualquer material. O que importa mesmo é o que lá se guarda.

O que lá se guarda? Enfeites?

Não... Não são só as bolas, as luzes, as fitas ou quaisquer outros enfeites que saem desse pequeno recipiente. Que a seu tempo vão enfeitar as árvores de natal. Lá estão também as memórias dos nossos natais passados. Os mesmos que ano após ano são relembrados na "solene" abertura dessas mesmas caixas.

Então...

Uma simples caixa que diríamos... adornos. Afinal é um pequeno cofre... onde está um grande tesouro.

Só nosso!  

IMG_20171220_092013.jpg

Sai uma estrela... e desfiam-se as lembranças desses natais passados. Tão doces essas memórias!

Pais, avós, tios, primos, amigos todos reunidos. Quer seja uma casa farta em gente ou não... não interessa. O que realmente importa é aquele calorsinho que nenhum frio, chuva ou neve lá fora consegue arrefecer. A partilha de bons momentos. A intenção, o gesto, aquele abraço ou beijo. Pequenos pedaços de felicidade guardados na nossa memória e só novamente despoletados, à medida que mais um enfeite vê a luz do dia.

Lá vem uma bola e... as gargalhadas da tia. Olha aquela... o brilho nos olhos da avó... Esta fita... ou o que resta dela, porque o sr. Jaqui (gato) lembrou-se de andar a brincar com ela....

E mais um Natal passa...

Há-de chegar a hora de novamente se repetir o ritual. O de guardar os enfeites. Novas memórias irão constar desse pequeno e tão secreto cofre que só nós temos a chave para desvendar tão preciosos tesouros...

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Não achando que uma era suficiente... lá por artes mágicas consegui mais uma ou serão duas? O que é certo é que em vez de uma passaram a ser duas as caixas, para aos poucos ir guardando cuidadosamente as minhas lembranças do natal. A terceira já está no "forno"...

Depois de cuidadosamente lixada, escolhido o desenho e pintada.... A propósito de pintura... Ainda me faltam dar uns retoques aqui e acolá. O que vale é que não se nota nada nas fotos nem quem nas vê ao vivo! eheheheheheheh. 

Mas tinham de ir para debaixo da árvore...

Prontas para este ano guardar as memórias de mais um natal em família! Gatos incluídos é claro!

IMG_20171220_092041.jpgIMG_20171220_092134.jpg

 posts anteriores:

Fica a Dica - reciclar caixas de madeira de vinho #2

Fica a Dica - reciclar caixas de madeira de vinho #1

 

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